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A atuação da Polícia Federal no combate aos concursos públicos fraudulentos e o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil

Roberto Ramalho
Roberto Ramalho é Advogado, Jornalista, Relações Públicas e estudiosos de assuntos políticos

  A reunião do Presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, dia 17 de junho, com o Diretor-Geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, para tratar da Operação Tormenta, desencadeada quarta-feira, dia 16 de junho pela Polícia Federal e que teve como objetivo desarticular uma grande quadrilha que fraudou concursos em todo o País, entre eles o da segunda fase do terceiro Exame de Ordem da OAB de 2009 bem como para agentes da própria Policia Federal, entre outros, demonstra que é agindo com investigação e inteligência que se chega aos criminosos.

  Para se ter uma idéia a reunião foi tão importante que diversos membros da alta cúpula da Polícia Federal também participaram dela. Estiveram presentes a reunião, no gabinete da Presidência da OAB, o Diretor de Inteligência, Davi Salém, o Corregedor-Geral, Valdinho Jacinto Caetano, e o Delegado presidente da investigação, Vitor Hugo Rodrigues Alves.

  Pela OAB, também estiveram presentes o vice-presidente da entidade, Alberto de Paula Machado, o Secretário-Geral, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, a Secretária-Geral adjunta, Márcia Machado Melaré, e o Diretor-Tesoureiro, Miguel Cançado.

  Segundo informações da Polícia Federal na quarta-feira, dia 16 de junho 12 suspeitos foram presos por participação no esquema fraudulento e 34 mandatos de busca e apreensão foram expedidos.

  O grupo operava tanto vendendo provas antecipadamente quanto fornecendo ponto eletrônico para que candidatos recebessem o gabarito.

  Porém de acordo com Marcos David Salem, Diretor de Inteligência da Polícia Federal para o concurso da OAB eles cobravam R$ 50 mil, para o de agente da PF US$ 50 mil (R$ 88 mil) e para delegado da Polícia Federal eles iriam cobrar US$ 150 mil (R$ 264 mil).

  Segundo a imprensa as fraudes incluíram provas para a OAB e para a própria Polícia Federal, que eram vendidas a preços que variavam de R$ 50 mil a R$ 264 mil conforme divulgado pelo Diretor de Inteligência da Instituição David Salem.

  Segundo informações da própria Polícia Federal ela chegou ao grupo que fraudava os concursos a partir de investigações sobre o certame para agente da própria instituição, no ano passado.

  De acordo ainda com a Polícia Federal além de seu próprio concurso, a quadrilha teve acesso facilitado a provas do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Receita Federal.

  Ainda não há provas de que a quadrilha fraudou os concursos da Anac e da Abin que estão sob suspeita. Informa ainda a Polícia Federal que a quadrilha também teria tentado fraudar, sem sucesso, concursos da Caixa Econômica Federal, do INSS e da Advocacia Geral da União.

  Os candidatos envolvidos nos concursos fraudados serão processados por estelionato. Já no caso daqueles que comandaram as fraudes eles responderão pelos crimes de formação de quadrilha, violação de sigilo funcional, estelionato e falsificação de documentos públicos.

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