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A Importância da Dança: Um Direito do Idoso

Sandra Regina Santos da Silva

IMPORTÂNCIA DA DANÇA: UM DIREITO DO IDOSO  

Sandra Regina Santos da Silva  

 

RESUMO: Este artigo traz uma discussão da importância de programas e projetos sociais voltados aos idosos, tendo em vista as diversas dificuldades que essas pessoas enfrentam diariamente. O Projeto visa atender idosos a partir de 60 anos em situação de exclusão social.   

O objetivo do artigo é mostrar como o assistente social pode atuar dentro dos projetos e programas sociais para auxiliar no desenvolvimento sócio- inclusivo,ressaltando que essas pessoas vivenciam diversas expressões da questão social que refletem no seu cotidiano. O assistente social é um profissional capacitado para intervir dentro dessa realidade, possibilitando uma mudança social. O profissional trabalha a questão social, já que na sua maioria é praticada em grupo. Incentivar o conhecimento na área da Dança livre, bem como trabalhar atividades físicas e orientações a saúde dos idosos é a meta do projeto intitulado.O projeto visa,realizar programas de atividades voltadas ao bem estar das pessoas que se encontram na terceira idade.

É preciso entender que mesmo que ás vezes não pareça,a terceira idade é considerada um grupo de risco. Se mais pessoas descobrirem os benefícios que a dança pode trazer, teremos cidadãos mais dispostos, tranqüilos e com vontade de viver.

Este fato pode ser comprovado através da constatação de que alguns grupos venham sendo sistematicamente excluídos - e assim se mantém - excluídos de uma participação plena na sociedade e de usufruir de benefícios para o desenvolvimento. Os idosos fazem parte dos chamados grupos em situação de vulnerabilidade Social. A Inclusão Social é um direito garantido por lei.  

Não se deve pensar na inclusão apenas como princípio de equidade  e sim, temos que propor  iniciativas para que essas políticas públicas sejam utilizados para todos de uma forma eficaz de melhoria.  

E assim, para que possam defender estes princípios de igualdade, da diversidade, a inclusão e a autonomia dessas pessoas, o setor de idosos sabendo que pode contribuir para o processo de  desenvolvimento, reconhece que  a sua própria condição de exclusão não modificará se, não melhorar a qualidade de vida dessa população.  

Neste artigo, será utilizado como referência, uma abordagem do ponto de vista da inclusão dos idosos, procurando ampliá-lo para poder contemplar os demais segmentos que compõem a sociedade, principalmente os grupos em situação de vulnerabilidade.  

 

Palavras-chave Projetos Sociais. Programas Sociais. Assistência Social. Vulnerabilidade.  

 

 

1. INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA  

 

A partir da Constituição Federal de 1988, o conjunto de leis, direitos e políticas que compõem a nova institucionalidade da proteção ao idoso no Brasil, a Assistência Social destaca-se como importante fonte de melhoria das condições de vida e de cidadania desse estrato populacional em irreversível crescimento. Com a Constituição vigente, promulgada em 1988, a Assistência Social também ganhou nova institucionalidade, que a fez pautar-se pelo paradigma da cidadania ampliada e a funcionar como política pública concretizadora de direitos sociais básicos particularmente de crianças, idosos.  

Pensando nos direitos dos idosos em ter  uma adequada qualidade de vida, e de inclusão social, surgiu a necessidade de criar um programa  de benefício para esse grupo em especial, um programa de dança.  

“A dança na terceira idade – maturidade ou melhor idade, como se denomina hoje – deverá tanto romper com as regras formais ditadas pela mídia quanto com os modelos imitativos da dança e com os processos de ensino-aprendizagem repetitivos e restritivos. Cabe-lhe inovar com criatividade, sabedoria e competência, deixando de ser apenas uma apresentação de dança e se consolidando como uma dança em que cada corpo tem o direito de escrever a sua própria história”.  

Este programa visa refletir, romper e recriar imagens e estigmas que permeiam a terceira idade, implementando a sua efetiva participação na sociedade nos mais diversos aspectos e ambientais: a família, o trabalho e o lazer. Qualquer pessoa tem o direito de dançar, de explorar, conhecer, sentir e expressar sua subjetividade pela dança. Segundo Klauss Viana(1990), a dança deveria ser possível a todos, pois todos somos dançarinos.  

O programa de dança é adaptado a um grupo de pessoas idosas que fazem da dança um método de praticar atividades físicas e tem como meta contribuir para saúde física e mental do idoso garantindo uma vida mais ativa, saudável e com autonomia. Além disso, através do exercício corporal, busca proporcionar ao participante mais agilidade, manutenção do equilíbrio, maior coordenação motora e a diminuição do estresse e da ansiedade.  

A dança é uma atividade muito bem aceita pelo público idoso que reconhece que a idade não é um empecilho para a prática. Robatto( 1994) destaca seis funções pertinentes a dança, a comunicação, auto-expressão, diversão, identificação cultural, prazer e espiritualidade, tendo como ênfase o caráter sociabilizador da qual motiva os idosos. Diante disso, a dança para a terceira idade proporciona diversos benefícios físicos,cognitivos e sociais estudados. Segundo dados do IBGE (2008), a expectativa de vida aumentou nos últimos anos devido à diminuição das taxas de mortalidade e fecundidade. No entanto, nos tempos atuais, não se considera muito a questão de viver mais e sim, viver com mais qualidade de vida e de forma independente e autônoma. Sabe-se que a prática de atividade física é muito importante na vida de um ser humano. Quando jovens, as mudanças de comportamento acontecem com mais facilidade e de forma mais flexível do que quando se é mais velho, pois seus costumes e hábitos encontram-se mais enraizados de acordo com sua cultura. Mesmo assim, com o tempo, as condições biológicas bem como a aptidão física diminuem, fazendo com que a pessoa idosa perca seu vigor e passe assim, a prestar atenção as necessidades de seu corpo, contribuindo para a manutenção de uma condição de saúde adequada (MAZO, LOPES E BENEDETTI, 2009).  

Segundo Vianna, vale ressaltar que, a dança e a arte se confundem com a vida e despertam um desejo eminente e permanente de investigação. O princípio de seus trabalhos se pauta no resgate do prazer pelo movimento, respeitando-se a capacidade de cada indivíduo. A dança aparece como uma grande descoberta de si, sendo relacional e individual, sem modelos ou” pré- conceitos”. Propor um corpo que pensa, sente, age,fala, critica, questiona e descobre. Este é o corpo que dança hoje. Além da questão física, a dança é única no sentido de trabalhar a alma, o coração. Ela nos traz leveza, é uma ótima terapia, melhor ainda quando praticada em lugares abertos, como parques. É o que temos visto bastante, a iniciativa de projetos que cultuam a dança ao ar livre.

A dança como atividade física ajuda no fortalecimento dos músculos, na respiração, no equilíbrio, que na falta do mesmo nessa faixa etária é o causador de muitos acidentes. Ela trabalha a questão social, já que na sua maioria é praticada em grupo. É essencial que o idoso tenha uma rotina, se sinta útil, vivo e independente. E é isso que a dança tenta desenvolver.

Incentivar o conhecimento na área da Dança livre, bem como trabalhar atividades físicas e orientações a saúde dos idosos é a meta do projeto intitulado.O projeto visa,realizar programas de atividades voltadas ao bem estar das pessoas que se encontram na terceira idade.

É preciso entender que mesmo que ás vezes não pareça, a terceira idade é considerada um grupo de risco. Se mais pessoas descobrirem os benefícios que a dança pode trazer, teremos cidadãos mais dispostos, tranqüilos e com vontade de viver. Dentre as vantagens mais conhecidas que a dança proporciona aos idosos estão:  

- Trabalho da agilidade e velocidade das partes e do corpo como um todo; Trabalho da coordenação em movimentos de diferentes níveis de complexidade e organização; Maior conhecimento e percepção do movimento do corpo (percepção cinestésica), partes e segmento para melhor postura e melhor eficiência em exercícios- Trabalho do equilíbrio corporal através da consciência da centralização do eixo longitudinal, das transferências e restabelecimentos do peso do corpo e das diferentes situações de apoios; Trabalho da força dinâmica e estática, através da exploração de movimentos que exijam apoios e sustentação da forma corporal e de partes do corpo, utilização de movimentos em dinâmica forte rápida ou lenta, saltos e outros; Trabalho da flexibilidade na exploração de diferentes amplitudes e angulações dos movimentos das partes do corpo e situações de resistências e alavancas no próprio corpo, no corpo de outro ou com objetos; Vivência corporal diversificada, que proporciona ao indivíduo a preparação corporal e mental para a execução de qualquer movimento.- Trabalho que estimula a criatividade e enriquece o alto conceito e alto-estima, beneficiando o bem-estar subjetivo. A inclusão, a participação ativa de todas as pessoas nos programas de desenvolvimento não apenas é consequentemente e responsável, mas, é também a opção mais efetiva em termos de custos e, portanto, mais sustentável.  

Devemos saber, que quanto maior o número de doentes, maior é o gasto econômico  para se implementar nas políticas públicas.  

 

CONCLUSÃO:  

 

O direito do idoso ganhou força após a Constituição Federal de 1988, ao conjunto de leis, direitos e políticas que compõem a nova institucionalidade da proteção ao idoso no Brasil. E assim, a Assistência Social destaca-se como importante fonte de melhoria das condições de vida e de cidadania e de garantia de Direitos da população idosa.  

Tudo isso tem contribuído para que a assistência social colabore para a melhoria do bem-estar da pessoa idosa na medida em que proporciona a esse segmento populacional, o controle da sociedade, possibilidades de participação social, serviços e direitos. Portanto, para  aumentar a  efetividade, a concepção e implementação destes programas deveriam ter em consideração , o bem estar social, de forma explícita como  uma perspectiva de prevenção das deficiências causadas pela má qualidade de vida. No entanto, apesar do êxito que possam ter os programas de prevenção, a deficiência não desaparecerá, nem sequer nos países mais ricos; pois, surgirão sempre novas formas resultantes das doenças, do envelhecimento, dos acidentes, dos conflitos armados, entre outros.  

Em geral, as estruturas e os programas voltados para as pessoas com mais  idades, assim como os criadores e provedores de políticas e serviços na área da assistência aos idosos deveriam dar prioridade a  esse público em destaque. A única maneira de chegar até eles é descentralizar e universalizar o acesso a bens e serviços como um todo. A inclusão, a participação ativa de todas as pessoas nos programas de desenvolvimento não apenas é consequentemente e responsável, mas, é também a opção mais efetiva em termos de custos e, portanto, mais sustentável.  

Devemos saber, que quanto maior o número de doentes, maior é o gasto econômico  para se implementar nas políticas públicas.  

Para que as ações em prol do desenvolvimento alcancem todas as manifestações da diversidade humana será necessário que as políticas públicas, desde a sua concepção até à sua implementação, tenham em consideração as necessidades de todo o público das comunidades que as integram. Não se deve pensar na inclusão apenas como princípio de equidade e sim, temos que propor  iniciativas para que essas políticas públicas sejam utilizados para todos de uma forma eficaz de melhoria.  

E assim, para que possam defender estes princípios de igualdade, da diversidade, a inclusão e a autonomia dessas pessoas, o setor de idosos sabendo que pode contribuir para o processo de desenvolvimento, reconhece que  a sua própria condição de exclusão não modificará se, não melhorar a qualidade de vida dessa população.  

Podemos mudar essa visão através de políticas públicas voltadas para eles, incorporando programas e projetos de inclusão desse segmento, favorecendo a todas as pessoas maiores de 60 anos.  

Com a Constituição vigente, promulgada em 1988, a Assistência Social também ganhou nova institucionalidade, que a fez pautar-se pelo paradigma da cidadania ampliada e a funcionar como política pública concretizadora de direitos sociais básicos particularmente de crianças, idosos. portadores de deficiência, famílias e pessoas social e economicamente vulneráveis. Tudo isso tem contribuído para que a assistência social colabore para a melhoria do bem-estar da pessoa idosa na medida em que proporciona a esse segmento populacional, o controle da sociedade, possibilidades de participação social, serviços e direitos.  

Sabemos que com a chegada da chamada terceira idade nosso corpo e mente passam por modificações, e junto com elas chegam as limitações. Não é fácil a adaptação a esse novo ciclo da vida. Nessa fase os idosos que antes trabalhavam, tinham uma rotina de trabalho com atividades durante o dia, se vêem em suas casas sem nada para fazer, isso pode causar doenças como depressão. Não é novidade que a dança traz muitos benefícios a todos, mas para os idosos esses benefícios podem ser ainda maiores, e a modalidade se encaixa perfeitamente às necessidades e condições dessa idade, para melhorar a qualidade de vida, nada melhor do que atividades físicas que trabalham além do corpo a alma.

 

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LOPES, M. A. A interferência da atividade sensório-motora nas relações familiares dos  

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