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Análise e Reflexão sobre o Ensino de Gramática

Janaina De Souza Favero

Análise e Reflexão Sobre o Ensino de Gramática

Janaina Fávero

Introdução: Este artigo foi escrito com a intenção de mostrar todas as mudanças que ocorre na gramática. Um passo importante a ser dado quando se trata de questões da língua, em especial da Língua Portuguesa é ter plena consciência de que a gramática normativa não pode ser tomada como verdade absoluta. Desenvolvimento:

Nesse artigo, procuramos analisar como acontece o ensino de gramática ao olhar das diferentes concepções normativa, descritiva e internalizada, visto que a postura do professor diante da disciplina se define mediante o entendimento deste sobre gramática e Língua Portuguesa, sabendo que essas não podem ser consideradas sinônimas. Para tanto, realizamos uma pesquisa bibliográfica a partir das leituras dos autores: Travaglia (2001), Perini (2001), Bagno (2006), Possenti (1996), Fiorin (2004), entre outros, objetivando discutir sobre as características atuais do ensino de gramática, novas possibilidades para este considerando as diferentes concepções de gramática.

É importante que o professor considere que o ensino da língua não se restringe a determinação do certo e do errado, mas a reflexão sobre a adequação da linguagem a determinados contextos e de ser capaz de produzir efeitos pretendidos. Gramática: Diferentes Concepções Nos últimos anos, com os avanços das ciências relacionadas à linguagem, muito se tem discutido e pesquisado sobre o ensino de gramática, há até quem questione sobre ensiná-la ou não. Atualmente, a ideia que se tem é de que ela deve ser trabalhada na escola, e o questionamento volta-se para como se deve fazê-lo. Nessa vertente, há um consenso, de certo modo generalizado, de que esse ensino deve ser feito através de textos. A segunda concepção de gramática é a descritiva, que entende a gramática como conjunto de regras que o cientista encontra nos dados que analisa regras utilizadas pelos falantes na construção real dos enunciados. A gramática nessa concepção é um sistema de noções que descrevem os fatos de uma língua, permitindo associar as expressões dessa língua a uma descrição estrutural, nesse contexto, diferente da normativa, gramatical será tudo o que atende às regras de funcionamento da língua de acordo com determinada variedade linguística, trabalha tanto com a descrição da língua oral, teorias estruturalistas; como trabalho com enunciados ideais produzidos por um falante-ouvinte, teorias gerativo-transformacional. Travaglia (2001) enfatiza que: As correntes linguísticas que dão base a esse tipo de gramática têm em comum o fato de proporem uma homogeneidade do sistema linguístico, abstraindo a língua de seu contexto, ou seja, elas trabalham com um sistema formal abstrato que regularia o uso que se tem em cada variedade linguística.

Em primeiro lugar: os objetivos mal colocados da disciplina. Muitos professores defendem que o estudo da gramática é um dos instrumentos que levarão o aluno a ler e escrever melhor, mas o que se verifica é o contrário: nem sempre as pessoas que escrevem bem sabem gramáticas e vice-versa. Portanto, é uma discrepância associar conhecimento de gramática à boa escrita. Em segundo lugar: a metodologia adotada é inadequada, ou melhor, a atitude do professor diante da matéria. O que se estuda em gramática, em geral, não condiz com o que se observa na realidade, por isso, professor e alunos não entendem a matéria como o estudo de um aspecto da organização social, mas como uma série de ordens a serem obedecidas, porque é assim que é certo. Em terceiro e último lugar: gramática enquanto matéria carece de organização lógica, o que não significa dizer que a gramática não tem lógica, mas que esta apresenta incoerências internas, ou seja, a gramática dá uma definição a ser aprendida, mas não é possível respeitá-la em todas as circunstâncias em estudo. Vale ressaltar que inovar a prática do ensino de gramática perpassa pela reformulação dos objetivos desse estudo e das metodologias adotadas. Em outras palavras, é preciso ter clareza sobre o que ensinar, para que ensinar, e como ensinar. O desafio está lançado. Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/21531/analise-e-reflexao-sobre-o-ensino-de-gramatica#ixzz2E8fClMws

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