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As dificuldades de aprendizagem dos alunos das séries iniciais nas escolas públicas de Aracaju.

Gesiane Tolfo Heman
  Desde que surgiu o ensino até hoje, sabe-se que grande parte dos alunos apresenta dificuldades na aprendizagem e estas começam desde a pré-escola e se arrastam pelas series iniciais. É na primeira infância que se assentam as bases para o desenvolvimento da inteligência da criança. Estas dificuldades podem estar relacionadas a uma série de fatores. Um deles é o método de ensino utilizado pela escola ou pelo professor, outro fator é a falta de motivação dos alunos em sala de aula por parte dos professores. Esse tema foi escolhido foi escolhido em função da sua grandiosidade e da contribuição significativa que pode se trazer com ele para as escolas.É importante conhecermos as dificuldades da aprendizagem apresentadas pelos alunos nas séries iniciais, para quando for fazer parte do quadro docente de uma escola saber identificar e sanar as mesmas. Bem como, este tema é importante, para que as autoridades escolares possam rever seus métodos de aprendizagem utilizados em sala de aula e com isso proporcionar à seus alunos uma aprendizagem mais prazerosa e eficaz.

    Resumo


  Desde que surgiu o ensino até hoje, sabe-se que grande parte dos alunos apresenta dificuldades na aprendizagem e estas começam desde a pré-escola e se arrastam pelas series iniciais. É na primeira infância que se assentam as bases para o desenvolvimento da inteligência da criança. Estas dificuldades podem estar relacionadas a uma série de fatores. Um deles é o método de ensino utilizado pela escola ou pelo professor, outro fator é a falta de motivação dos alunos em sala de aula por parte dos professores. Esse tema foi escolhido foi escolhido em função da sua grandiosidade e da contribuição significativa que pode se trazer com ele para as escolas.

  É importante conhecermos as dificuldades da aprendizagem apresentadas pelos alunos nas séries iniciais, para quando for fazer parte do quadro docente de uma escola saber identificar e sanar as mesmas.

  Bem como, este tema é importante, para que as autoridades escolares possam rever seus métodos de aprendizagem utilizados em sala de aula e com isso proporcionar à seus alunos uma aprendizagem mais prazerosa e eficaz.


    1. Introdução


  Para Guerra (2001) crianças com dificuldades de aprendizagem não são deficientes, não são incapazes apenas demonstram dificuldades para aprender. Incapacidades de aprendizagem não devem ser confundidas com dificuldades de aprendizagem. Mussem (1997) define aprendizagem como mudança de comportamento ou desempenho em resultado de experiência. A aprendizagem ocorrerá de maneira mais satisfatória se houver motivação (necessidade ou desejo de aprendê-la) e um reforço (recompensa). Alguns processos de aprendizagem podem ocorrer sem motivação e reforço, ou seja, por meio de identificação com o outro, exemplificando quando uma criança se identifica com os pais, adquire muitas características, pensamentos e sentimentos deles, seguindo consequentemente o padrão de comportamento da família.

  Para Strick e Smith (2001), as dificuldades de aprendizagem referem-se não a um único distúrbio, mas a uma ampla gama de problemas que podem afetar qualquer área do desempenho acadêmico. As dificuldades são definidas como problemas que interferem no domínio de habilidades escolares básicas, e elas só podem ser formalmente identificadas até que uma criança comece a ter problemas na escola. As crianças com dificuldades de aprendizagem são crianças suficientemente inteligentes, mas enfrentam muitos obstáculos na escola. São curiosos e querem aprender, mas sua inquietação e incapacidade de prestar atenção tornam difícil explicar qualquer coisa a eles. Essas crianças têm boas intenções, no que se refere aos deveres e tarefas de casa, mas no meio do trabalho esquecem as instruções ou os objetivos. as dificuldades de aprendizagem devem ser diagnosticadas de forma diferente em relação a outros transtornos próximos, ainda que, frente à presença em uma pessoa de uma dificuldade de aprendizagem e de outro transtorno, seja necessário classificar ambos os transtornos, sabendo que se trata de dois transtornos diferentes.
  Para Strick e Smith (2001) a rigidez na sala de aula para as crianças com dificuldades de aprendizagem, é fatal. Para progredirem, tais estudantes devem ser encorajados a trabalhar ao seu próprio modo. Se forem colocados com um professor inflexível sobre tarefas e testes, ou que usa materiais e métodos inapropriados às suas necessidades, eles serãoreprovados.
Souza (1996) afirma que as dificuldades de aprendizagem aparecem quando a prática pedagógica diverge das necessidades dos alunos. Neste aspecto, sendo a aprendizagem significativa para o aluno, este se tornará menos rígido, mais flexível, menos bloqueado, isto é, perceberá mais seus sentimentos, interesses, limitações e necessidades.

  Para Fonseca (1995) as dificuldades de aprendizagem aumentam na presença de escolas superlotadas e mal equipadas, carentes de materiais didáticos inovadores, além de freqüentemente contarem com muitos professores "derrotados" e "desmotivados". A escola não pode continuar a ser uma fábrica de insucessos. Na escola, a criança deve ser amada, pois só assim se poderá considerar útil.

  Temos como objetivos identificar as dificuldades de aprendizagem apresentadas pelos alunos das séries iniciais nas escolas públicas de Aracaju. Identificar métodos de ensino utilizados pelos professores em sala de aula; Verificar meios motivacionais utilizados pelos professores em sala de aula; Avaliar grau de entusiasmo e satisfação dos alunos enquanto estão dentro da sala de aula; Verificar grau de instrução das famílias dos alunos; Analisar a influência do método utilizado em sala de aula sobre o aprendizado dos alunos.


    2. Desenvovimento


  Vários autores, como Sara Pain, Alicia Fernández, Maria Lucia Weiss, chamam atenção para o fato de que a maior percentual de fracasso na produção escolar, de crianças encaminhadas a consultórios e clínicas, encontram-se no âmbito do problema de aprendizagem reativo, produzido e incrementado pelo próprio ambiente escolar. (WEISS et. al, 1999, p.46)

  Partindo da realidade plenamente constatada que todos os alunos são diferentes, tanto em suas capacidades, quanto em suas motivações, interesses, ritmos evolutivos, estilos de aprendizagem, situações ambientais, etc., e entendendo que todas as dificuldades de aprendizagem são em si mesmas contextuais e relativas, é necessário colocar o acento no próprio processo de interação ensino/aprendizagem.

  Sabemos que este é um processo complexo em que estão incluídas inúmeras variáveis: aluno, professor, concepção e organização curricular, metodologias, estratégias, recursos. Mas, a aprendizagem do aluno não depende somente dele, e sim do grau em que a ajuda do professor esteja ajustada ao nível que o aluno apresenta em cada tarefa de aprendizagem. Se o ajuste entre professor e aprendizagem do aluno for apropriado, o aluno aprenderá e apresentará progressos, qualquer que seja o seu nível.

  É óbvia a grande dificuldade que os professores sentem quando se deparam com alunos que se lhes apresenta como com "dificuldades de aprendizagem". Nessa altura do artigo, coloco "dificuldades de aprendizagem" entre aspas, pois, muitas vezes me pergunto, se estas dificuldades são de ensino ou de aprendizagem. Ambas estão juntas, é difícil dizer qual das duas tem mais peso. Devemos ter em mente que nem todos aprendem da mesma maneira, que cada um aprende a seu ritmo e em seu nível. Precisamos criar novos contextos que se adaptem às individualidades dos alunos, partindo do que cada um sabe de suas potencialidades e não de suas dificuldades.

  De acordo com Blin (2005) sem subestimar o efeito de fatores externos à escola, variadas pesquisas sobre a eficácia do ensino têm demonstrado a influência dos professores e da maneira como conduzem a ação pedagógica, não somente sobre a forma como se dá a aprendizagem dos alunos, mas também sobre o modo com que se comportam em aula. O conhecimento dos processos associados ao ato de aprender e uma prática didática capaz de facilitá-los pode minimizar grande parte dos problemas e dos rótulos colocados nos alunos com "dificuldades de aprendizagem".

  É importante considerar que a escola deve valorizar os muitos saberes do aluno, e que seja oportunizado a ele demonstrar suas reais potencialidades. A escola tem valorizado apenas o conhecimento verbal e matemático, deixando de fora tantos conhecimentos importantes para sociedade.

  O sentimento de pertença deve ser estimulado, alguém acuado, jamais vai demonstrar as potencialidades que possui. Tornando o ambiente escolar acolhedor, aceitando a criança como ela é oferecendo meios para que se desenvolva, já é uma garantia de dar certo o trabalho em sala de aula.

  É necessário que os profissionais da educação adotem uma postura ética em relação ao aluno, que assim como eles convivem em uma sociedade excludente.

  Portanto, diversificar as situações de aprendizagem é adaptá-las às especificidades dos alunos, é tentar responder ao problema didático da heterogeneidade das aprendizagens, que muitas vezes é rotulada de dificuldades de aprendizagens.

  Pois bem, passemos às dificuldades de aprendizagem. As dificuldades de aprendizagem ocorrem devido a várias razões. Uma delas é que a criança apresenta alguma dificuldade cognitiva particular que faz com que seu aprendizado de certas habilidades se torne mais difícil que o normal. Entretanto, algumas dificuldades - talvez a maioria delas - são resultantes de problemas educacionais ou ambientais que não estão relacionados às habilidades cognitivas da criança. Estratégias educacionais ineficientes podem afetar gravemente o nível de aprendizado da criança. Fracasso escolar precoce pode levar à perda da autoconfiança com efeitos subseqüentes no aprendizado. Uma grande gama de variáveis associadas ao ambiente familiar também contribuem para as dificuldades de aprendizagem. Algumas vezes, todos os diferentes fatores estão interligados. Mas, independente de causa primária, as crianças com dificuldades de aprendizagem estão defasadas em relação aos seus colegas no que diz respeito a importantes aspectos do aprendizado.

  Mas, o que são dificuldades de aprendizagem e como se pode determinar se a criança apresenta ou não uma dificuldade de aprendizagem? Essas são perguntas para as quais não há repostas simples. Apesar de todos os esforços de pesquisa e de muitas tentativas para defini-las, ainda não há uma definição operacional geral dos distúrbios de aprendizagem que seja aceita. Segundo Hooper e Willis (1989), isto se dá em virtude da heterogeneidade dos grupos de dificuldades dos distúrbios de aprendizagem.

  O meio é o contexto no qual a criança e a tarefa interagem. A compreensão do meio é importante em dois aspectos. Primeiro, o meio pode ser em alguns casos, o fator agravante do problema de uma criança. Se este é o caso, então a intervenção deve ter por objetivo mudar tanto quanto possível os fatores ambientais que contribuem para a dificuldade da criança. Em segundo lugar, mesmo se o meio não for um fator que contribui para uma dificuldade de aprendizagem, muitas vezes é possível modificá-lo de tal maneira que facilite a aquisição da habilidade que a criança não tem.

  O meio consiste no mundo externo e social da criança. Há diferentes níveis em que se pode discutir o meio. Bronfenbrenner (1979) propõe quatro níveis: o primeiro e mais próximo nível é chamado de micros sistema. Definem-se micros sistema como: "um padrão de atividades, funções e relações interpessoais experienciadas no tempo pela pessoa em desenvolvimento, em determinada situação, com características físicas materiais particulares. O micro sistema para as crianças inclui o local onde moram, as pessoas que vivem com elas e as coisas que fazem juntas". (Bronfenbrenner, 1979, p.22: in-DOCKRELE & MCSHANE, 2000, p.23).

  As relações sociais em um micro sistema podem determinar o sucesso ou o fracasso das atividades que ocorrem nesta situação.

  As crianças se deparam com vários micros sistemas durante a execução de suas atividades de vida diária. Quanto mais a intervenção abordar habilidades que possam ser praticadas em outros micros sistemas, maior será o êxito e sua eficácia. Assim, o sucesso da intervenção depende dos processos que estão ocorrendo em mais de um meio. Bronfenbrenner usa o termo mesossistema para descrever as situações nas qual o comportamento se dá em função de eventos que acontecem em mais de um meio.


    Considerações finais


  Muitas dificuldades de aprendizagem são decorrentes de metodologia inadequada, professores desmotivados e cansados, brigas e discussões entre colegas, entre outras. A escola deve ser a segunda casa do indivíduo, um lugar onde ele possa se sentir bem e entre amigos, contar com a professora sempre que precisar ou sempre que tiver um problema familiar. (outra causa de dificuldades de aprendizagem) e manter contato com os outros membros da equipe escolar, como coordenação pedagógica Escolas superlotadas e mal equipadas, carentes de materiais didáticos inovadores, além de freqüentemente contarem com muitos professores "derrotados" e "desmotivados". A escola não pode continuar a ser uma fábrica de insucessos. Na escola, a criança deve ser amada, pois só assim se poderá considerar útil. Os métodos de ensino inadequados, falta de percepção por parte da escola, do nível de maturidade da criança, professores que não dominam determinados assuntos, superlotação das classes, dificultando a atenção do professor para todos os alunos.


    Referências


  ELIZA, Marli. Etnografia da Prática escolar. São Paulo: Ática, 2002.

  MARCONZZI, Alaíde, DORNELES, Leoni e REGO, Marion. Ensinando a criança ( Um guia para o Professor). Rio de Janeiro: Ática, 1978.

  MUKKINA, Valéria. Psicologia da Idade Pré-Escolar, Tradução Claudia Berliner. São Paulo: Martins, 1995.

  MARTINS, João Carlos Vygotsky e o papel das interações sociais na sala de aula: reconhecer e desvendar o mundo. São Paulo: FDE, 1997. p. 111-122.

  PERRENOUD, Philippe. A pedagogia na escola das diferenças: fragmentos de uma sociología do fracasso. Porto Alegre: Artmed, 2001.

  FREIRE, Paulo. A Educação na Cidade. São Paulo: Cortez, 3ª ed,1999.

  WEISS, Alba Maria Lemme, CRUZ, Maria Lúcia R. A Informática e os Problemas Escolares de Aprendizagem. Rio de Janeiro: DP&A, 1999.

  SMITH, Corinne. Dificuldades de Aprendizagem de a a z. Porto Alegre: ARTMED, 2001.

  DOCKRELL, Julie. Crianças com Dificuldades de Aprendizagem: uma abordagem cognitiva. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

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