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Avaliação de intervenções de educação nutricional em adolescentes de uma escola integrada de Belo Horizonte - MG

Samara Pereira Aguiar

    Resumo


  Este estudo propôs-se a avaliar a eficácia de três intervenções de educação nutricional diferentes, realizadas com alunos adolescentes matriculados na Escola Integrada que envolveu a utilização de dinâmica interativa sobre a pirâmide alimentar, apresentação de vídeos com cunho educativo e lúdico e uma oficina prática de preparação de alimentos. MÉTODOS: A amostra estudada foi composta de 12 alunos de ambos os sexos, em idades entre 12 e 14 anos. Foram realizados pré-testes e pós-testes antes e depois de cada oficina aplicada. RESULTADOS: Observou-se que a terceira dinâmica aplicada obteve resultados satisfatórios na melhora do conhecimento dos alunos após sua aplicação e despertou maior interesse por parte deles. A primeira dinâmica também apresentou resultados satisfatórios. CONCLUSÃO: Estes resultados demonstram a necessidade de elaborar oficinas onde os alunos também sejam parte do desenvolvimento da atividade educativa, levando-os a trazer para seu universo os conceitos sobre alimentação saudável apresentados.

Descritores: adolescentes, educação nutricional, escola integrada, intervenção nutricional, pirâmide alimentar, vídeos educativos.


    Abvstract


  This study aimed to evaluate the effectiveness of three different nutrition education interventions conducted with adolescent students enrolled in the Integrated School which involved the use of interactive dynamics on the food pyramid, video presentations with educative and entertaining and workshop practice food preparation. METHODS: The sample consisted of 12 students of both sexes, aged between 12 and 14 years. Tests were performed pre-and post-tests before and after each workshop applied. RESULTS: We observed that the third dynamic applied satisfactory results obtained in the improvement of students' knowledge of its application and aroused great interest on their part. The first dynamic also showed satisfactory results. CONCLUSION: These results demonstrate the need to develop workshops where students are also part of the development of educational activity, leading them to bring their universe the concepts presented on healthy eating.

Keywords: adolescents, nutrition education, integrated school, dietary intervention, food pyramid, educational videos.


    Introdução


  A educação nutricional é um conjunto de estratégias sistematizadas para impulsionar a cultura e a valorização da alimentação, concebidas no reconhecimento da necessidade de respeitar, mas também de modificar, crenças, valores, atitudes, representações, práticas e relações sociais que se estabelecem em torno da alimentação, visando o acesso econômico e social de todo cidadão a uma alimentação quantitativa e qualitativamente adequada, que atenda aos objetivos de saúde, prazer e convívio social (BOOG, 2010).

  Além disso, segundo Rodrigues et al (2006); a educação nutricional pode promover o desenvolvimento da capacidade de compreender práticas e comportamentos, e os conhecimentos ou as aptidões resultantes desse processo contribuindo para a integração das pessoas com o meio social, proporcionando ao indivíduo condições para que possa tomar decisões para resolução de problemas mediante fatos percebidos.

  Nessa perspectiva, a escola é um espaço privilegiado para a construção e a consolidação de práticas alimentares saudáveis em escolares, pois é um ambiente no qual atividades voltadas à educação em saúde podem apresentar grande repercussão. (YOKOTA et al, 2010). Porém, nem sempre essa visão está presente nas práticas pedagógicas desenvolvidas nas escolas. (GONÇALVES et al., 2008)

  Dentro desta abordagem, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) surge como uma possibilidade para o redimensionamento das ações desenvolvidas na escola, podendo ter um papel estratégico para mudanças das práticas alimentares dos escolares. Esta proposta, com o aval da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), busca pautar práticas fomentando o desenvolvimento humano saudável com relações humanas construtivas e harmônicas, promovendo aptidões e atitudes positivas para a saúde (CUNHA, 2010).

  Dentre as atividades realizadas pelo PNAE compete ao nutricionista, além da elaboração do cardápio, a observação da faixa etária, o estímulo à formação de hábitos alimentares saudáveis, o levantamento do perfil epidemiológico da população escolar e o desenvolvimento de projetos de educação alimentar e nutricional com participação de equipes multidisciplinares (VOOS, 2009).

  No contexto do ambiente escolar, ressalta-se a necessidade de intervenções com os adolescentes, pois nesta fase eles passam por um período de grandes mudanças fisiológicas e psicológicas, que podem interferir no seu padrão alimentar. A adolescência é um período crítico para o desenvolvimento da obesidade e de outras doenças crônicas, particularmente devido à predominância de atividades de lazer sedentárias e práticas alimentares inadequadas. Dessa forma, propostas de promoção da saúde e prevenção de doenças devem ter como um dos focos a educação nutricional de adolescentes em ambiente escolar. Além do intenso contato do indivíduo com a escola em suas duas primeiras décadas de vida, a escola possibilita a inserção de conteúdos de educação nutricional no currículo escolar e pode estimular a prática regular de atividade física. (VARGAS, et al, 2011).

  Nos últimos anos, houve um crescimento no número de estudos relacionados à área de educação nutricional, e programas que incentivam práticas alimentares saudáveis no ambiente escolar. Para que todos esses avanços possam se tornar eficazes são necessárias metodologias de ensino que consigam trazer para a realidade do publico adolescente os objetivos da educação nutricional. (VOOS, A. C., 2009; BOOG, M.C.F, 2010; SILVEIRA, J. A. et al, 2011)

  Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo comparar diferentes intervenções de educação nutricional e avaliar o aproveitamento dos adolescentes em oficinas de educação nutricional em uma escola integrada de Belo Horizonte.


    Metodologia


  Trata-se de um estudo de intervenção, descritivo, de abordagem quantitativa realizado com 12 estudantes do 7º ano do ensino fundamental, sendo sete meninos e cinco meninas, frequentes no Programa Escola Integrada, da Escola Municipal Padre Edeimar Massote, localizada no Bairro Coqueiros, Belo Horizonte, Minas Gerais, durante o mês de maio de 2012.

  O estudo foi desenvolvido em três momentos distintos. Na primeira intervenção, foi realizado um pré-teste com a “dinâmica dos cartões”, no qual os alunos mostravam cartões nas cores: verde (alimentos que podem ser consumidos a vontade), amarelo (alimentos que devem ser consumidos com moderação), e vermelho (alimentos que devem ser evitados), ao sinal do interventor, quando este ditava um grupo de alimentos específico. (Anexo 1)

  Após este primeiro momento foram realizadas atividades explicativas em sala de aula, como discussão e dinâmicas com o tema “Alimentação Saudável e Pirâmide dos Alimentos”, explicando sua divisão, como funciona, e trabalhando com a variedade, equilíbrio e moderação, fortalecendo que devemos ingerir alimentos de diferentes grupos todos os dias. Ao final das atividades, os alunos responderam o pós-teste, com a mesma dinâmica realizada no início das atividades (dinâmica dos cartões).

  Na segunda intervenção foram realizadas atividades audiovisuais sobre educação nutricional, com vídeos. Os vídeos abordavam as seguintes temáticas: “Você é o que você come” com duração de aproximadamente 7 minutos, que mostra por meio de personagens de desenho animado o dia-a–dia de estudantes que aprendem na escola como ter uma alimentação saudável; “Educação nutricional de forma legal” com duração de 9 minutos, que mostra informações e orientações nutricionais de forma atrativa e lúdica. Ao final da apresentação dos vídeos houve uma discussão sobre os temas abordados. Dessa vez o pré-teste e o pós-teste foram realizados na forma de um questionário com as perguntas e respostas de certo ou errado que foram baseadas nos vídeos. (Anexo 2).

  Na terceira e última intervenção, foi realizada uma atividade prática (oficina) na cozinha experimental da escola, na qual os alunos puderam preparar uma salada de frutas. Cada aluno se dispôs a cortar e picar uma fruta com orientação prévia e monitoria de um interventor. Ao final, juntaram todos os alimentos e degustaram a preparação. O pré-teste e o pós-teste foram realizados em uma dinâmica, no inicio e no fim da oficina, onde os alunos levantavam placas coloridas com “V” (verdadeiro) ou “F” (falso), respondendo às afirmativas ditas pelo interventor. (Anexo 3).

  Para avaliação do efeito da intervenção sobre o entendimento e a adesão da frequência de práticas alimentares saudáveis, foram analisados apenas os dados dos adolescentes que participaram das três oficinas do estudo.


     Resultados e discussão


  Em relação à primeira intervenção (Tabela 1) que utilizou uma dinâmica envolvendo temática da pirâmide alimentar; na primeira questão houve 100,00% de acertos no pré-teste e no pós-teste, confirmando o prévio conhecimento dos alunos sobre a importância da ingestão de água e da prática de atividade física. Este resultado se justifica pelo fato de que os alunos são assistidos pelo programa de esportes “Segundo Tempo” no qual recebem orientações sobre a importância da atividade física para manutenção da saúde, assim como a importância da ingestão hídrica.

  Ainda em relação à primeira intervenção, verificou-se que na terceira questão que abordava o conhecimento dos alunos sobre o consumo do grupo de alimentos que incluía biscoitos, manteiga e doces; no pré-teste houve 83,30% de erros e 16,70% de acertos. No pós-teste 25,00% de erros e 75,00% de acertos sendo esta diferença significativa (p<0,05). Antes da intervenção com a dinâmica da pirâmide alimentar, os alunos não sabiam qual a porção ideal a ser consumida dos grupos de alimentos. Este resultado pode ter origem no fato da escola ofertar estes alimentos diariamente.

  Na quarta questão da primeira intervenção, que abordava a importância e quantidade ideal a ser consumida de frutas e hortaliças, houve 66,70% de erros e 33,30% de acertos no pré-teste, no pós-teste 16,70% de erros e 83,30% de acertos, sendo esta diferença também significativa (p<0,05).

  Segundo Botelho et al (2010), a pirâmide alimentar trata-se de um instrumento de orientação nutricional que pode auxiliar os profissionais a ensinar conceitos básicos de nutrição aos escolares, por ser atrativa, utilizar cores e figuras. Seu desenvolvimento pode facilitar a promoção de mudanças de hábitos alimentares e garantir a adequação das necessidades nutricionais para um desenvolvimento satisfatório. Botelho et al (2010) ainda relata que a realização das atividades lúdicas com os escolares contribuem com o aprendizado, pois favorecem a adesão, a participação ativa e a interação entre os participantes, auxiliando na construção conjunta dos conhecimentos.

  De fato, essa metodologia, se mostrou eficaz no presente estudo, porém observou-se, que o método se revela exaustivo e com poucos recursos lúdicos e atrativos para educador e educando. Pôde-se observar ainda que para a efetivação de tal metodologia, o educador, necessita de uma didática prévia, de informações apresentadas de forma estruturada, com objetivos claros e específicos, a fim de levar aos educandos as informações necessárias, ou seja, se trata de uma educação mais formal onde o educando se torna submisso ao educador.

Tabela 1 – Comparação dos pré e pós-testes das intervenções nutricionais

1º Intervenção pirâmide

2º Intervenção vídeos

3º Intervenção oficina

Questões

Pré teste

Pós teste

Pré teste

Pós teste

Pré teste

Pós teste

q1

n %

n %

n %

n %

n %

n %

Erros

-

-

75,00

66,70

8,30

-

Acertos

100,00

100,00

25,00

33,30

91,70

100,00

q2

Erros

83,30

50,00

100,00

75,00

91,70

8,30

Acertos

16,70

50,00

-

25,00

8,30

91,70

q3*

Erros

83,30

25,00

16,70

-

50,00

-

Acertos

16,70

75,00

83,30

100,00

50,00

100,00

q4*

Erros

66,70

16,70

41,70

75,00

83,30

50,00

Acertos

33,30

83,30

58,30

25,00

16,70

50,00

q5

Erros

50,00

83,30

-

16,70

83,30

41,70

Acertos

50,00

16,70

100,00

83,30

16,70

58,30

q6

Erros

75,00

33,30

25,00

8,30

Acertos

25,00

66,70

75,00

91,70

* p- valor < 0,05 (teste Mcnemar)

  Na segunda intervenção (Tabela 1), com utilização de vídeos educativos sobre alimentação saudável, não foram verificadas alterações significativas (p>0,05) em nenhuma das questões do pré e pós-teste. Cabe ressaltar que na segunda questão desta intervenção no pré-teste houve 100,00% de erros e no pós-teste 25,00% de acerto quanto ao conhecimento dos alunos sobre o porcionamento do consumo de frutas. Na quinta questão, no primeiro momento houve 100,00% de acertos no pré-teste e no pós-teste houve 83,30% de acertos quanto ao conhecimento dos alunos sobre a diferença de alimentos light e diet.

  Os resultados não significativos podem se justificar pelo fato das informações dos vídeos serem apresentadas de uma forma muito rápida e com uma linguagem lúdica que não despertou interesse desta faixa etária, gerando uma dispersão dos alunos durante a intervenção. Segundo Boog et al (2003), a utilização de vídeos para educação nutricional para o público adolescente, pode ser um canal privilegiado que atinge os níveis cognitivos, afetivo e garante o acesso aos códigos de comunicação. Porém na realidade do presente estudo, esses benefícios não foram comprovados, pois não se obteve resultados significativos.

  Na terceira intervenção (Tabela 1) que utilizou uma oficina prática de alimentação saudável, verificou-se que na primeira questão houve 91,70% de acertos no pré-teste e no pós-teste houve 100,00% de acertos quanto ao conhecimento dos alunos sobre os benefícios do consumo de frutas. O elevado índice de acertos nesta questão se deve ao fato dos alunos terem sido instruídos previamente na primeira intervenção dinâmica sobre a necessidade do consumo de frutas diariamente.

  Na segunda questão que abordava o conhecimento dos alunos quanto a relação do consumo de frutas e o risco de doenças crônicas, houve 91,70% de erros e 8,30% de acertos no pré-teste. No pós-teste 8,30% de erros e 91,70% de acerto, sendo esta diferença significativa (p<0,05). Apesar do conhecimento dos alunos sobre a necessidade do consumo de frutas diário, os mesmos não relacionaram este consumo à prevenção de doenças crônicas, pois até o momento da intervenção os alunos não tinham recebido estas orientações.

  Na terceira questão houve 50,00% de acertos no pré-teste e 100,00% de acertos no pós-teste, quanto ao conhecimento dos alunos sobre a substituição de sucos naturais por artificiais (em pó). Devido ao grande interesse dos alunos nesta intervenção prática e os resultados positivos em relação ao conhecimento dos mesmos sobre a importância das frutas, verificou-se que houve mudança de conceito em relação à utilização de sucos artificiais em pó.

  Silveira et al. (2011), afirmam que o oferecimento da fruta aos alunos constitui uma ação de educação do paladar, ou seja, da dimensão sensível do ser humano. Enquanto conceitos e informações são objetos do conhecimento intelectivo, sensações - visão e aroma da fruta, sensação tátil que ela provoca, sabor, ruído que se ouve ao mastigá-la- constituem o objeto do conhecimento sensível necessário de ser estimulado face à degradação sensorial que se vem observando, sobretudo na alimentação dos jovens, decorrente do consumo de produtos de qualidade duvidosa que existem no mercado.

  Verificou-se que a terceira intervenção mostrou-se eficaz, pois os alunos se interessaram pela atividade e mostraram-se aptos a realizá-la devido ao fato de se sentirem “importantes” e valorizados ao preparar a salada de frutas. Além disso, o contato manual com o alimento despertou maior interesse na atividade.

  Comparando os testes aplicados antes e após as oficinas pôde-se observar que os alunos interessaram-se mais pela primeira e terceira intervenções, pois foram feitas com dinâmicas interativas.


    4. Considerações finais


  Verificou-se no presente estudo que a terceira intervenção foi a que melhor atendeu às expectativas dos adolescentes e a que mais despertou a atenção deles, uma vez que os próprios alunos se sentiram “peça fundamental” para o acontecimento da atividade.

  Diante desses resultados, ressalta-se a necessidade de incentivar a realização de programas dinâmicos de educação nutricional nas escolas. Outra análise que pode ser feita em relação ao resultado do presente estudo é a importância da escolha adequada de metodologias de educação nutricional voltadas para os adolescentes, pois verifica-se uma maior potencialização do aprendizado.


    Referências


  BOOG, M. C. F.; VIEIRA, C. M.; OLIVEIRA, N. C.; FONSECA, O.; L’ABBATE, S. Utilização de vídeo como estratégia de educação nutricional para adolescentes: “comer ... o fruto ou o produto?”. Ver. Nutr., Campinas, 16(3): 281-293, jul./set., 2003

  BOOG, M. C. F. Programa de educação nutricional em escola de ensino fundamental de zona rural. Rev. Nutr., Campinas, 23(6):1005-1017, nov./dez., 2010

  BOTELHO, L. P.; ZANIRATI, V. F.; PAULA, D. V.; LOPES, A. C. S.; SANTOS, L. C. Promoção da alimentação saudável para escolares: aprendizados e percepções de um grupo operativo. Nutrire: rev. Soc. Bras. Alim. Nutr.= J. Brazilian Soc. Food Nutr., São Paulo, SP, v. 35, n. 2, p. 103-116, ago. 2010.

  CUNHA, E.; SOUSA, A. A.; MACHADO, N. M. V. A alimentação orgânica e as ações educativas na escola: diagnóstico para a educação em saúde e nutrição. Ciência & Saúde Coletiva, 15(1):39-49, 2010

  GONÇALVES, F. D.; CATRIBI, A. M. F.; VIEIRA, N. F. C.; VIEIRA, L. J. E S. A promoção da saúde na educação infantil. Interface – Comunicação – Saúde – Educação, v12,n. 24, p.181-92, jan./mar, 2008.

  RODRIGUES, E. M., BOOG, M. C. F.. Problematização como estratégia de educação nutricional com adolescentes obesos. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 22(5): 923-931, mai, 2006

  VOOS, A. C., Atuação do nutricionista no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no estado do RS. Departamento de Medicina Social. Porto Alegre, RS, maio 2009.

  SILVEIRA J. A, TADDEI J.A., GUERRA P. H., NOBRE M. R . A efetividade de intervenções de educação nutricional nas escolas para prevenção e redução do ganho excessivo de peso em crianças e adolescentes: uma revisão sistemática . Jornal de Pediatria Vol. 87, Nº 5; Rio de Janeiro, 2011.

  TORAL, N,; CONTI, M. A.; SLATER, B., A alimentação saudável na ótica dos adolescentes: percepções e barreiras à sua implementação e características esperadas em materiais educativos. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 25(11):2386-2394, nov, 2009

  VARGAS, I. C. S; SICHIERI, R.; PEREIRA, G. S.; VEIGA, G. V. Avaliação de programa de prevenção de obesidade em adolescentes de escolas públicas. Rev Saude Publica 45(1):59-68, 2011

  YOKOTA, R. T. C; VASCONCELOS, T. F.; PINHEIRO, A. R. O.; SCHMITZ, B. A.S.; COITINHO, D. C.; RODRIGUES, M. L. C. F. Projeto “a escola promovendo hábitos alimentares saudáveis”: comparação de duas estratégias de educação nutricional no Distrito Federal, Brasil. Rev. Nutr., Campinas, 23(1):37-47, jan./fev., 2010


    Anexos


Anexo 1:

1ª Intervenção – Dinâmica sobre pirâmide alimentar

Pré teste e Pós-teste:

  Dinâmica com cartões de cores, onde: verde (alimentos que podem ser consumidos a vontade), amarelo (alimentos que devem ser consumidos com moderação), e vermelho (alimentos que devem ser evitados). Os alunos deverão mostrar os cartões respectivos, com os seguintes tipos de alimentos e atividades:

- Água e atividade física.

- Balas, chicletes, chocolate e refrigerantes.

- Biscoitos, manteiga e doces.

- Frutas, verduras e legumes.

- Ovos e alimentos embutidos (presunto, salsicha, mussarela).

- Leite, cereais integrais (arroz, pães) e óleos vegetais.

Anexo 2:

2ª Intervenção – Vídeos sobre educação nutricional

Pré teste e Pós-teste:

Questionário

Nome: ____________________________________________

Idade: _________

1-Uma refeição saudável deve conter carboidratos, proteínas e gorduras.

( )CERTO ( ) ERRADO

2-Devemos consumir de uma a duas porções de frutas por dia.

( )CERTO ( )ERRADO

3-Biscoitos, doces e salgadinhos podem ser consumidos todos os dias, pois são ricos em nutrientes.

( )CERTO ( )ERRADO

4-As gorduras só fazem mal para a nossa saúde e devem ser eliminadas das nossas refeições.

( )CERTO ( )ERRADO

5-Alimentos DIET e LIGHT são a mesma coisa.

( )CERTO ( )ERRADO

6-Devemos passar muitas horas sem comer depois de ter feito uma refeição, para nosso organismo poder digerir os alimentos.

( )CERTO ( )ERRADO

Anexo 3:

3ª Intervenção – Oficina prática sobre alimentação saudável

Pré teste e Pós-teste:

Dinâmica das plaquinhas de V ou F, com as seguintes afirmativas:

- As frutas são ricas em vitaminas, minerais e fibras, e devem estar presentes diariamente nas refeições, pois contribuem para a saúde e diminui o risco de doenças.

- O consumo em grande quantidade de frutas pode aumentar o risco de doenças como câncer e diabetes.

- Os sucos industrializados (de pó), podem substituir os naturais, pois contem os mesmos nutrientes que as frutas.

- Podemos utilizar água sanitária para a higienização de certas frutas.

- A maçã ou a pêra devem ser lavadas com uma esponja, já que é consumida com a casca. É importante esfregar para que a quantidade de agrotóxico ingerida diminua.

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