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Focault, o liberalismo e a literatura

Gláucia Aparecida da Silva Chiaradia

A teoria foucaultiana baseia-se essencialmente na figura do chamado homo oeconomicus surgido a partir da denominada genealogia do Liberalismo criada por Michel Foucault, este que analisa o sistema liberal realizando uma contraposição com o modelo de governo que até então se sustentava – Estado de polícia.

Os estudos da genealogia compreendem o indivíduo e os grupos realizando uma análise do chamado poder disciplinar sobre o corpo e a alma de um indivíduo e sobre o corpo de grupos sociais tais como uma escola, o exército, uma indústria etc.

O método genealógico de Michel Foucault apresenta uma relação entre o entretenimento, o estado, a economia e a formação moral. Na Grécia, por exemplo, o teatro não possuía a função de entretenimento, mas sim a função moral de formar certa comunidade, ou seja, o teatro era um poder disciplinador.

Em suas pesquisas, Michel Foucault descobre os chamados micro-poderes, os quais eram exercidos sobre o corpo de um indivíduo isoladamente. A partir de suas análises explica que no século XVII surgiram os conjuntos sociais e mudanças foram observadas logo nos séculos seguintes.

Assim, nos séculos XVIII e XIX surge o que foi chamado de ‘poder disciplinador e normatizador’, este que se distancia do anterior - micro-poder -, haja vista que o seu exercício se dá não mais sobre um corpo isolado, mas sobre o corpo social.

Cabe aqui uma reflexão: nós somos indivíduos isolados? A resposta para esta indagação é negativa, mas embora não sejamos seres isolados, podemos afirmar a existência de uma individualidade natural.

No período tribal em que os homens viviam em grupos não era possível pautar pela existência dessa individualidade natural. Mas a figura do ser humano isolado aparece logo após o período da modernidade a partir do surgimento do denominado ‘poder pastoral’.

Sobre o poder pastoral, Michel Foucault, citado por Guilherme Castelo Branco In Cartografias de Foucault, afirma:

O poder pastoral, cabe lembrar, [...] não pode se exercer sem conhecer o eu se passa na cabeça das pessoas, sem explorar suas almas, sem forçá-las a revelar seus segredos mais íntimos. Ele implica num conhecimento da consciência e numa aptidão em dirigi-la.[1]

Márcio Alves da Fonseca, In Cartografias de Foucault, também destaca:

É no interior dessas análises que pode ser situado o estudo realizado por Foucault acerca do poder pastoral – entendido pelo filósofo como o ‘modelo arcaico’ das governamentalidades políticas – [...] [2]

Assim, entende Foucault que o indivíduo surgiu a partir do surgimento do poder pastoral e é esse indivíduo que vai possibilitar que a burguesia e o capitalismo tornem-se formas de dominação quase sem nenhuma resistência.

A partir deste ponto – criação de um indivíduo -, Foucault conclui que para homogeneizar é necessário que em um momento anterior se faça certa individualização e a partir daí, o poder, concentrado pelo Estado, será exercido sobre o corpo de uma população. Com estas observações, Foucault então formula os conceitos de biopoder e biopolítica.

Esclarece Vera Portocarrero, In Cartografias de Foucault:

A genealogia estuda não somente o poder disciplinar, que se exerce sobre o corpo e a alma do indivíduo, individualizando-o e ao mesmo tempo homogeneizando-o, mas também aquele que se exerce sobre a vida das populações, por meio da formação da biopolítica.[3]

Ou seja, na política do liberalismo não se estabelece que os indivíduos renunciem aos seus interesses particulares, mas pelo contrário, já que a perseguição de interesses privados contribui para a garantia do interesse social. O sujeito liberal visa proteger tão somente os seus interesses, o que demonstra verdadeira recusa à alteridade do outro.

Para Mises, citado por Uribam Xavier in Neoliberalismo como uma visão de mundo:

 A cooperação social nada tem a ver com amor pessoal, nem com um mandamento que nos diz para amarmos uns aos outros. As pessoas não cooperam sob a égide da divisão do trabalho porque amam ou deviam amar uns aos outros. Cooperam porque assim servem melhor a seus próprios interesses. Nem é amor, nem a caridade ou qualquer outro sentimento afetuoso, mas sim o egoísmo, corretamente entendido, que originalmente impeliu o homem a se ajustar às exigências da sociedade, a respeitar as liberdades e direito de seus semelhantes e a substituir a amizade e o conflito pela cooperação pacífica.[4]

Isso porque, quanto mais um determinado sujeito esquadrinha os seus interesses privados, mais ele garante que as suas conquistas e seus lucros serão na mesma proporção maximizados.

Neste caso, é possível afirmar que no sistema liberal priorizam-se os interesses individuais para garantir os interesses coletivos, havendo o que podemos chamar de homogeneidade invisível ou a denominada mão invisível de Adam Smith.

Contudo, cabe dizer que, para cada um buscar seus interesses particulares com um resultado final que beneficie todo um conjunto de indivíduos, é crucial que o poder soberano não interfira nas ações destes indivíduos, isto é, permitir que cada sujeito aja de modo que alcance seus interesses privados.

A esta não interferência do poder soberano deu-se o nome de laissez faire. Segundo Michel Foucault “Em outras palavras, o poder, o governo não pode criar obstáculos ao jogo de interesses individuais” [5].Entende Foucault que o governo não consegue ter um ponto de vista totalizante da economia, mas tão somente uma visão parcial.

Para Hegel e Kant, no entanto, o Estado é a realidade da liberdade concreta de modo que a sua existência – do Estado – é crucial para que o particular seja considerado, pois é importante que exista um ‘Eu’ universal que proteja todos os ‘eus’.

Simultaneamente ao aparecimento do conceito de biopolítica e biopoder surgiram várias categorias de anormalidades e por esta razão aquele poder concentrado nas mãos do Estado passa a visar não somente normatizar e disciplinar as ações coletivas, como inicia uma tentativa de manipulação para ‘normalizar’ a atuação dos indivíduos de um determinado grupo.

Existem muitas formas de relação de poder, tais como a família, a religião, o amor, a escravidão etc. Dentre elas, aquela onde é mais fácil encontrar resistência é a escravidão, haja vista que neste tipo de relação o lugar do dominador e escravizado são claramente dispostos e bem delineados. É uma espécie de relação muito exigente e desgastante já que demanda força física para se manter.

Por essa razão é que se afirma que o Liberalismo é um sistema de sucesso e potente, pois baseado no regime de dominação. Neste tipo de relação de poder o dominado acredita exercer seus atos porque ele quer, ou seja, nada além da sua própria vontade.  Deste modo, o dominador é capaz de determinar a conduta do dominado sem que seja necessário o uso da força, da coerção.

Para Michel Foucault o Liberalismo é o sistema de governo mais alentado que já existiu. Isso porque, como dito anteriormente, o seu regime de poder baseia-se na dominação a qual tende a produzir um sujeito especifico que seja concomitantemente estruturado e estruturador do regime, a este sujeito deu-se o nome de homo oeconomicus.

In Cartografias de Foucault, elucida Alípio de Sousa Filho que:

É então, no quadro dessas táticas, nos espaços que elas criam que, igualmente se produzem os espaços de enfrentamento: os exercícios agonísticos de liberdade. Quando as relações são de constrangimento ou de escravidão, não se pode falar sequer em exercício do poder, que só se exerce efetivamente, como afirma Foucault, sobre homens livres. (...) O poder se mascara sob o aparato jurídico e somente assim consegue ser tolerável, pois, a forma geral de sua aceitabilidade é ser um limite à liberdade, mas sem suprimi-la.[6]

Assim, é possível definir o homo oeconomicus como aquele que se atenta somente para o seu próprio interesse, de modo que os seus interesses particulares chegarão ao ponto de convergir com os interesses coletivos. Este sujeito (‘assujeitado’) se adapta facilmente às modificações do meio, sendo ele manejável e flexível, isto é, governável dentro de um contexto socioeconômico liberal.

Nos estudos sobre a teoria de Foucault nos deparamos com os conceitos de capital humano e homo oeconomicus. Se acoplarmos ambos os conceitos - capital humano e homo oeconomicus - pode-se dizer que o agente econômico resultante dessa adição é um empreendedor, mas não somente um ‘empreendedor’, e sim um ‘empreendedor de si mesmo’ vez que este sujeito (‘assujeitado’) se vê como o produtor de seus próprios rendimentos, passando por um processo mercantilização do sujeito.

O homo oeconomicus visto como capital humano deve ser desenvolvido assim como todos os meios organizacionais de produção a fim de que sejam maximizados os lucros.

Esse processo de mercantilização é uma característica base das relações de poder no sistema de governo liberal onde o sujeito (‘assujeitado’) mercantiliza-se, resultando passivo diante dos processos de individuação do mercado.

Para Michel Foucault, é necessário que o sujeito (‘assujeitado’) realize investimentos em si mesmo (qualificação, por exemplo) de modo que lhe possibilite uma renda mais afortunada. Aqui se identifica o que chamamos no liberalismo de homo oeconomicus, ou seja, o empreendedor de si mesmo, o individualista que se transforma em capital humano.

Dia, ainda, Michel Foucault que o homem precisa dominar as suas paixões, haja vista que o pior que lhe pode acontecer é ser dominado por elas. Nesse sentido, entende Dany-Robert Dufour que somente a escola pode impedir que um homem seja dominado por suas paixões. Vejamos:

Só há uma maneira de evitar a produção maciça de indomados tontos, e orgulhosos de sê-lo, é colocá-los na escola, a qual é, necessariamente, um lugar à parte na sociedade. Pois a escola é a scholè – o apoio das Luzes sobre a tradição filosófica grega é manifesto. A scholè dos gregos designa um ‘outro lugar’ livre de toda preocupação de sobrevivência, trabalho e mercado, dedicado ao lazer ativo no qual o jovem indivíduo só aprende uma coisa: dominar suas paixões.[7]

Em síntese, temos que no modelo de governo liberal cada indivíduo busca seus próprios anseios e no fim, com a convergência de todos os interesses individuais, alcançamos, ainda que de forma paradoxal, o anseio da coletividade.

Feitas tais considerações sobre a teoria foucaultiana, passemos à análise da obra proposta, qual seja, A arte e a maneira de abordar seu chefe para pedir um a aumento.

Para Michel Foucault a literatura cumpre uma função discursiva, isto é, ela consegue explicitar claramente a relação que existe entre poder, saber e verdade. A literatura é uma espécie de defesa narrativa, uma descrição sobre possíveis mundos que queremos viver.

Não podemos negar que tanto a literatura quanto o cinema são formas de ampliação da visão do ser humano, já que são recursos capazes de aproximar o indivíduo da sua realidade.

No obra em análise, o autor, Georges Perec, se baseia em um organograma empresarial criado por seu amigo Jacques Perriault e imagina tantas formas de se evitar o que, em primeira análise, seria o pior: não conseguir falar com e não convencer o seu chefe imediato de que você – personagem principal – merece e deseja um aumento de salário.

O texto é alheio à qualquer regra de pontuação o que nos causa de certa forma uma leitura angustiante, cheia dos medos e entraves do personagem principal ao qual o autor, mais uma vez propositadamente, deu o nome de ‘você’. Vejamos:

ora você deveria saber o sr x é um chefe imediato ora um chefe imediato nunca parabeniza um dos seus subordinados logo o sr x nunca parabeniza um dos subordinados do sr x logo o sr x nunca vai parabenizá-lo ora se o sr x não o parabenizar você não poderá lhe falar de aumento e como não será ele evidentemente quem vai falar primeiro sólhe resta voltar ao seu lugar jurando embora um pouco tarde que não será enganado de novo e que da próxima vez não vai tentar dar uma de astuto mas pronunciará logo de cara a palavra aumento. [8] (destacamos)

Perec quer mostrar como o sistema capitalista é enlouquecedor e como precisamos bolar um plano mirabolante para pedir um simples aumento de salário. Com recursos da literatura, o autor consegue demonstrar ainda mais, como este sujeito está mergulhado nas estruturas do liberalismo. Veja-se, por exemplo, o que ocorre com o nome dos personagens que aparecem no texto apenas com a inicial. Veja-se:

Tendo refletido judiciosamente tendo tomado coragem você decide procurar seu chefe imediato para pedir um aumento vai então procurar seu chefe imediato digamos para simplificar que ele se chame senhor xavieristo é senhor ou melhor sr x então você vai procurar o sr x e das duas uma ou bem o sr x está na sala dele ou bem o sr x não está na sala dele (...) ele demora a voltar nesse caso o melhor que você tem a fazer em vez de ficar andando de um lado para outro no corredor é ir ter com a sua colega srta y que para dar mais humanidade à nossa seca demonstração chamaremos doravante srta yolanda (...) talvez ele esteja andando de um lado para outro diante da sala do chefe dele que se chama zóstenes e que chamaremos doravante sr z. [9] (destacamos)

Ora, este recurso literário – identificar os personagens cada qual apenas com a respectiva inicial do primeiro nome – demonstra que o sistema de governo do Liberalismo consegue ofuscar a identidade do indivíduo, este que no final das contas não passa de um mero capital humano.

Vemos ainda que o autor utiliza-se de um segundo recurso da literatura, qual seja, o tempo verbal futuro do pretérito onde relaciona fatos futuros a acontecimentos do passado.

 Faz previsões do que poderia ocorrer no futuro se algo acontecesse no passado, o que pode alterar sistematicamente a direção da conversa que ‘você’ terá com o sr x.

Com este recurso da literatura, o autor consegue direcionar o personagem principal para o caminho que poderá obter sucesso, pois as previsões com base em fatos pretéritos podem auxiliá-lo na descoberta, por exemplo, do humor do superior hierárquico de acordo com o dia, horário e mesmo alimento ingerido horas antes da conversa que ‘você’ gostaria de ter com o ‘sr x’ para pedir o aumento de salário.

Repetidamente, Perec destaca no texto que ‘você’ deve se preocupar com a refeição do seu chefe imediato, preocupar-se com aquilo que o seu superior hierárquico ingeriu no almoço, pois dependendo do alimento ele – sr x – poderá ter o humor alterado. Vejamos:

suponhamos assim que seja sexta-feira e das duas uma ou bem a lanchonete está servindo peixe ou bem a lanchonete está servindo ovos suponhamos que a lanchonete esteja  servindo peixe e das duas uma ou bem o seu superior hierárquico  engoliu uma espinha ou bem o seu superior hierárquico não engoliu uma espinhas suponhamos que o seu chefe imediato que é ao mesmo tempo seu superior hierárquico tenha engolido uma espinha nesse caso não cometa o erro quase fatal de se apresentar na sala do seu chefe imediato às 14h30 mas espere o dia seguinte o que por sua vez não é muito prático já que o dia seguinte a sexta-feira é sábado[10]

Neste caso, observe que Perec faz várias suposições o que deixa ‘você’ ainda mais angustiado pensando nos milhares de acontecimentos que poderiam frustrar a sua empreitada, qual seja, pedir um aumento de salário.

Como destacado acima, a literatura e o cinema aproximam as pessoas da realidade e a obra de Georges Perec cumpre essa função, com louvor.

Em A arte a a maneira de abordar seu chefe para pedir um aumento fica claro como o indivíduo fabricado pelo sistema liberal está intimamente ligado ao trabalho.

Entretanto, é importante destacar que, embora este indivíduo liberal esteja muito ligado ao seu afazer, sua preocupação maior não se restringe à atividade por ele desenvolvida, mas sim ao valor da sua remuneração. O sujeito (‘assujeitado’) é muito mais preocupado com o que ganha do que com o que faz.

No liberalismo, afirma-se que este lucro individual é que vai gerar o lucro coletivo, pois nesse sistema de governo existe uma força racional que prioriza as demandas individuais para alcançar os interesses sociais, e o faz afastando qualquer interferência filosófica ou religiosa para assegurar a liberdade individual e, consequentemente, a liberdade de toda uma coletividade.

Mandeville, citado por Dany-Robert Dufour, sugere o seguinte:

Seja tão ávido, egoísta, gastador para o seu próprio prazer quanto você puder ser, pois assim fará o melhor que puder fazer para a prosperidade de sua nação e a felicidade de seus concidadãos.[11]

O liberalismo obriga o sujeito a sentir necessidade individual de produzir um mundo no qual deseja viver. Freud, por sua vez, entende que para viver nesse mundo é necessário que exista um tratamento possível das pulsões, pois para estar em sociedade precisamos reprimi-las, já que são muito violentas. No sistema liberal, pelo contrário, não há falar em controle da pulsão, haja vista que tudo é liberado, tudo pode.

Foucault formula, então, o seguinte questionamento: se a sociedade é tão incentivada ao liberalismo, por que existe uma super legalização de algumas esferas da vida? E sequencialmente responde que o ser humano necessita de regras para viver e quando essas regras não existem, ele cria micro-leis.

Neste ponto, cabe-nos fazer o seguinte questionamento: o cinema e a literatura estão preocupados com a formação moral crítica de seu público de resistir o poder?

Evidente que nem tudo que é produzido em termos de arte possui a preocupação em formar a moral crítica dos espectadores com a finalidade precípua de resistir o poder. Contudo é possível afirmar que muitas obras visam este fim e na obra em análise, A arte e a maneira de abordar seu chefe para pedir um aumento, fica claro esse desígnio.

Possuindo a literatura essa função de aproximar as pessoas da sua realidade, como dito acima, temos que a obra em análise - A arte e a maneira de abordar seu chefe para pedir um aumento – demonstra como o sistema liberal é dominador e como o sujeito por ele produzido se mercantiliza de tal forma a não existir relações fora da distribuição de bens.

REFERÊNCIAS:

 Cartografias de Foucault/Durval Muniz de Albuquerque Júnior, Alfredo Veiga-Neto, Alípio de Souza Filho, (organizadores). Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2008. – (Coleção Estudos Foucaultianos).

DUFOUR, Dany-Robert. O divino mercado: a revolução liberal cultural. Tradução: Procópio Abreu. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2008.

FOUCAULT, Michel.  Le naissance de la biopolitique. Cours au Collège de France. 1978-1979. Paris : Gallimard/Seuil, 2004, p. 284.

FRANCO, Gustavo H. B. (Gustavo Henrique Barroso), 1956 – Shakespeare e a economia / Gustavo H.B. Franco e Henry W. Farnam; [tradução do texto de Henry W. Farnam por Pedro Maia Soares e dos trechos da obra de Shakespeare por Bárbara Heliodora]. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009.

HAYEK, F. Los fundamentos de la libertad. Madrid: Unión Editora, 1965.

PEREC, Georges. A arte e a maneira de abordar seu chefe para pedir um aumento. Tradução: Bernardo Carvalho. – São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

XAVIER, Uribam. Neoliberalismo como uma visão de mundo. Universidade e

Sociedade, São Paulo: ANDES, ano 6, n. 11.

[1] BRANCO, Guilherme Castelo. Cartografias de Foucault/Durval Muniz de Albuquerque Júnior, Alfredo Veiga-Neto, Alípio de Souza Filho, (organizadores). Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2008. – (Coleção Estudos Foucaultianos), p.138.

[2] FONSECA, Márcio Alves da.Cartografias de Foucault/Durval Muniz de Albuquerque Júnior, Alfredo Veiga-Neto, Alípio de Souza Filho, (organizadores). Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2008. – (Coleção Estudos Foucaultianos), p.243.

[3] PORTOCARRERO, Vera. Cartografias de Foucault/Durval Muniz de Albuquerque Júnior, Alfredo Veiga-Neto, Alípio de Souza Filho, (organizadores). Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2008. – (Coleção Estudos Foucaultianos), p. 420.

[4] XAVIER, Uribam. Neoliberalismo como uma visão de mundo. Universidade e Sociedade, São Paulo: ANDES, ano 6, n. 11, 1996, p. 111.

 

[5] FOUCAULT, Michel.  Le naissance de la biopolitique. Cours au Collège de France. 1978-

1979. Paris : Gallimard/Seuil, 2004, p. 284.

[6] SOUSA FILHO, Alípio de. Cartografias de Foucault/Durval Muniz de Albuquerque Júnior, Alfredo Veiga-Neto, Alípio de Souza Filho, (organizadores). Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2008. – (Coleção Estudos Foucaultianos), p.18.

 

[7] DUFOUR, Dany-Robert. O divino mercado: a revolução liberal cultural. Tradução: Procópio Abreu. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2008, p. 159.

[8] PEREC, Georges. A arte e a maneira de abordar seu chefe para pedir um aumento.Tradução: Bernardo Carvalho. – São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 51.

[9] PEREC, Georges. A arte e a maneira de abordar seu chefe para pedir um aumento. Tradução: Bernardo Carvalho. – São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 7-9.

[10] PEREC, Georges. A arte e a maneira de abordar seu chefe para pedir um aumento. Tradução: Bernardo Carvalho. – São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 17-18.

[11] DUFOUR, Dany-Robert. O divino mercado: a revolução liberal cultural. Tradução: Procópio Abreu. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2008, p. 261.

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