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O Governo do Estado de Alagoas e a campanha de combate às drogas

Roberto Ramalho

Roberto Ramalho é Jornalista, Advogado e funcionário público da área da saúde

  O governo do Estado de Alagoas abriu oficialmente na semana passada, no auditório da Secretaria de Estado da Defesa Social, com as presenças do secretário de Estado da Defesa Social Paulo Rubim, do comandante da Polícia Militar, coronel Dalmo Sena, e do delegado-geral da Polícia Civil, Marcílio Barenco, incluindo representantes de diversos segmentos da sociedade, um evento de combate às drogas com o slogan "Chega de Violência, Alagoas pede Paz".

  O evento teve como objetivo buscar a prevenção do uso de drogas e alertar a população sobre as suas reais conseqüências causadas pelo consumo de entorpecentes como o Crack, a cocaína, o LSD, a maconha e o álcool.

  No próximo mês de junho será realizada entre os dias 21 a 26 a Semana Nacional de Prevenção ao Uso Indevido de Drogas.

  Recentemente o Governo Federal lançou um Plano Nacional de Combate ao Crack quando o presidente Lula esteve reunido com os prefeitos de todo o Brasil.

  Segundo Editorial do jornal O Estado de São Paulo de 25 de maio passado há cerca de 600 mil pessoas no País viciadas na droga, segundo estimativa do Ministério da Saúde, e o último plano para combatê-la foi anunciado em junho do ano passado, quando o governo prometeu e não cumpriu dobrar o número de leitos para dependentes químicos em hospitais do SUS. Atualmente, a rede do SUS mantém 2,5 mil leitos para viciados em drogas.

  No Estado de Alagoas todas as drogas hoje estão presentes em todos os bairros de Maceió, especialmente no Clima Bom, Benedito Bentes, Forene e na Grota do Cigano onde o consumo é bastante elevado. Mas além do consumo do Crack ser assustador, o que vem preocupando as autoridades é o número de assassinatos.

  Isso sem falar no seu consumo em Escolas Públicas e até privadas da nossa capital.

  Praticamente todos os Estados do Nordeste já estão contaminados pelas drogas.

  Salvador, uma grande capital nordestina o Crack já tomou conta de todos os bairros, inclusive já tendo se espalhado por grandes municípios como Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna e até uma cidade turística como Porto Seguro.

  Em Pernambuco o Crack já está estabelecido principalmente em Recife e Olinda, onde o consumo é muito elevado, assim como também em Caruaru, Serra Talhada e Salgueiro no alto sertão.

  Sabemos que é muito difícil combater o consumo de drogas, especialmente do Crack e que as polícias militar e civil tem feito o possível para prender os responsáveis pela sua distribuição e venda no Estado de Alagoas.

  Também a polícia federal tem desempenhado um papel fundamental impedindo que as drogas cheguem ao seu destino por meio de sua apreensão em estradas, rios, lagoas, e inclusive em morros do Estado do Rio de Janeiro.

  Ainda de acordo com o Editorial do Estadão como é também conhecido o jornal de São Paulo estão previstos também novos Centros de Atenção Psicossocial e a transformação dos 110 Centros já existentes em unidades abertas durante as 24 horas do dia. O governo anunciou ainda que construirá 60 abrigos para receber usuários de crack "em situação de risco", ou seja, ameaçados por traficantes, onde poderão permanecer de 30 a 40 dias.

  A Semana Nacional de Prevenção ao Uso Indevido de Drogas previsto para acontecer em Maceió no mês de junho será muito importante para que sociólogos, psicólogos, médicos, antropólogos, autoridades governamentais, e o secretário de Defesa Social e o Comandante da Polícia Militar compareçam para debater sobre esse assunto.

  O Crack é uma droga sintética feita a partir da cocaína, que possui maior poder alucinógeno e delirante e que pode ser encontrado na forma de pedrinhas que são usadas como um tipo de fumo.

  O Crack que é feito da cocaína em pó, sua produção não requer o uso de solventes inflamáveis, por isso torna-se menos perigoso de fazer do que a base livre. Para fazer o Crack, a cocaína em pó é dissolvida em uma mistura de água e amônia ou bicarbonato de sódio. Principalmente esse último que é encontrado em abundância em farmácias e Drogarias. A mistura é fervida para separar a parte sólida, e depois resfriada. A parte sólida é posta para secar e depois cortada em pequenos pedaços, ou "pedras".

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