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O Poder Régio

Terezinha Daiane Gomes da Silva

Autoras:  Dariny Maevy Alves Neves e Terezinha Daiane Gomes da Silva

INTRODUÇÃO

Neste trabalho tentaremos esboçar como a crença no toque régio se perfaz em estrutura mental, nesse sentido, pretendemos explicitar como a crença no poder divino dos reis se torna uma mentalidade constante ao longo de séculos no imaginário europeu. E como esta crença possibilita a legitimação da crença no “direito divino” dos reis para governar.

Partindo desta perspectiva elaboramos três objetivos para nos auxiliar na melhor compreensão de nosso objeto. O primeiro objetivo tem por intuito identificar como se processa a crença no poder régio. Visando contextualizar de forma mais acurada a formação da crença no poder régio temos por segundo objetivo analisar como a representação dos objetos sagrados contribui para fundamentar a crença no poder curativo do rei. E por fim temos o terceiro objetivo que visa identificar como a crença no toque régio serviu para subsidiar a longa duração do rito.

A abordagem do tema proposto partirá de uma apresentação do que venha a ser estruturas mentais e quais as crenças que possibilitaram a vigência da crença no toque régio por tantos séculos. Prosseguiremos fazendo uma análise temporal acerca do tempo de vigência da crença no toque régio em três perspectiva o inicio a grande crise e o fim. Continuaremos o costurar teórico explicitando o que era o rito e como este se dava nas perspectivas inglesas e francesas. E por fim esboçaremos de forma sucinta como os objetos sagrados serviram para corroborar a crença no poder régio.

No tocante aos aspectos metodológicos optamos por trabalhar na perspectiva bibliográfica analítica, pois todo nosso trabalho foi estruturado a partir de pesquisa bibliográfica.

O resultado que alcançamos é gratificante, pois nos possibilitou uma maior compreensão acerca do poder da monarquia sobre os espíritos dos homens por tanto tempo. E que esta compreensão não pode se focar apenas em aspectos de ordem administrativas econômicas ou religiosas, mas sim de crenças e fabulas que delegaram aos reis poderes mágicos.

A ESTRUTURA MENTAL

A história de longa duração trabalhada por Bloch buscou mostrar os aspectos que perpassam o imaginário coletivo, e que acabam por subsidiar a crença no poder divino dos reis. Dentre estes aspectos temos a relevância do sagrado para caracterizar o ambiente religioso e mágico do período medieval até princípios da era moderna.Foi preciso que ele desse uma atenção especial a questão das estruturas mentais para se entender a duração do fenômeno do toque régio e sua crença. A partir das relações feitas com as legendas e insígnias, ligadas a autoridade real, temos uma ferramentas poderosíssima para a legitimação do poder dos monarcas na França e na Inglaterra, e o fato do rei estar diretamente ligado ao sagrado acabou por marcar a identidade histórica daquelas sociedades. Fazer essa associação tornou-se ao longo do tempo, um costume que permitiu com que o povo acreditasse cada vez mais no poder de cura dos reis (isso se deve também pelo fato de que o povo já trazia consigo uma herança das tradições da fé cristã) e em contrapartida buscavam atender a seus interesses e satisfazerem suas cobiças em detrimento dessa crença popular.

Os soberanos do ocidente haviam se tornado sagrados pela nova instituição que consagrava a eclesiástica mais particularmente seus ritos fundamentais a unção: “A unção surgiu nos reis bárbaros no século VII e VIII (...) O capítulo XIV de Genisis, lê-se que modo Abraão recebeu o pão e vinho de Melquisedec, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo – episódio misterioso, que os exegetas ainda têm dificuldade para explicar.” P. 75. Melquisedec é uma representação simbólica da imagem de cristo. “É a unção ato episcopal e espiritual, escrevia ele em 868 à Carlos, o calvo ‘é essa benção muito mais que o vosso poder terrestre que deveis à dignidade regia’. Portanto, sem consagração não há um verdadeiro rei, sejam quais forem os títulos terrestres, ao trono essa idéia já estava presente em certos meios eclesiásticos menos de cem anos depois da unção franca.” P. 78-79.

ANÁLISE TEMPORAL

Como análise da construção temporal, em suma Bloch se utiliza do estudo de um fenômeno de longa duração (o milagre régio) para compreender como surgiu o rito da cura das escrófulas. Começa de forma progressiva, marcando como início do milagre o século XI, na França, onde teria ocorrido pela primeira vez e na Inglaterra no século seguinte, que duraria até o século XVIII, no reinado de Hannover, o que ocorreria também na França, só que no século XIX, com Carlos X.

Em seu primórdio o toque régio contava com toda a credibilidade social. Nesse primeiro momento percebemos a crença como algo de alcance irrestrito no imaginário coletivo se configurando em pilar de sustentação do milagre régio, pois a sociedade deste período era uma sociedade crente e intimamente ligada ao sobrenatural. A doença das escrófulas como nos diz Bloch era tão repugnante que “incontáveis doentes aspiravam ardentemente a cura, prontos a correr para os remédios que a voz publica lhes indicassem.” p.52.Sendo assim o desespero pela cura e a crença no sobrenatural permitiram que o rito do toque em seu primórdio tivesse um aceitação e difusão plena e total , não apresentando obstáculos nenhum a sua realização e duração pois mesmo que o toque falhasse o doente voltava novamente para ser tocado .

“O conceito de realeza sagrada e miraculosa, ajudado por algumas circunstancias fortuitas, dera origem ao toque das escrófulas; profundamente enraizado nas almas, esse conceito permitiu em seguida que o rito do toque sobrevivesse a todas as tempestades e a todos os assaltos. Aliás, é provável que o conceito, por sua vez, extraísse do rito uma nova força. Começou-se dizendo, com Pierre de Blois: os reis são seres santos; vamos até eles, pois decerto receberam, junto com tantas outras graças, o poder de curar.” P. 131.

Acreditava-se que para se fazer um rei taumaturgo teria a pessoa que ser dotada de duas características: a ‘consagração’ e a ‘linhagem sagrada. Enfim, havia toda uma artimanha para que se desse o crédito que se precisava para se fortalecer a crença nas mentes daquela sociedade. Isso começou a mudar com o advento da Reforma que se configurou em uma ameaça para a sustentação do rito do toque pela nova Igreja reformada e seus seguidores. Esse fator foi o primeiro abalo sofrido, para o enfraquecimento daquele mito, depois sucederam outros, tais como a influência progressiva, com o advento das Guerras dos Cem Anos e a das Duas Rosas que acabaram por contribuir para o processo de racionalização das consciências.

E diante do enfraquecimento da crença as práticas do rito miraculoso tem seu fim na Inglaterra (século XVIII), e na França (no XIX). Este milagre que só teve fim devido às explicações racionais e científicas, levando a crer que tudo não passou de um erro coletivo de consciência, por parte daquela sociedade. Segundo Bloch, “a decadência do milagre régio está intimamente ligada a esse esforço dos espíritos, pelos menos da elite, para eliminar da ordem do mundo o sobrenatural e o arbitrário e, ao mesmo tempo, conceber sob uma faceta unicamente racional as instituições políticas. ’’(p.252).

O RITO E OS OBJETOS SAGRADOS

Toda identidade histórica pode se apresentar a partir de objetos, símbolos e elementos, que associados a identidade de uma determinada ação social, podem prevalecer e se valer como circunstancia essencial para legitimar o poder. A Santa Âmbula de Reims, citada por Bloch como um ponto de entrada na historia quando do batismo de Clovis em Reims, segue um longo percurso, desde Luis XI em 1108, sendo elemento continuamente utilizado na sagração de reis, como Henrique IV em Chartes em 1594, servindo como um fio condutor, que aqui nos é apresentado como, “os objetos da coroação adquirem valor histórico..., tendência a ver no objeto simbólico do inicio um objeto histórico. (p.23).

Tratado como averroísmo político pelo autor, trata como a questão da secularização do domínio espiritual, adquire na figura do rei-imperador certo estatuto sacerdotal, que se confunde numa atitude de permear-se dentro das hierarquias da Igreja, tendenciando a uma modelação sacralizada pela ordenação do Bispo.

As relações estabelecidas pelas legendas e insígnias régias que originaram o “toque das escrófulas”: A Santa Âmbula, a Flor-de-Lis, a Auriflama, ligadas diretamente a objetos relacionados ao poder real: a coroa, o gládio, as esporas de ouro, o cetro dourado, a virgem com mão de marfim, os calções de seda violeta enfeitados com lírios de ouro, sugerem conectar o rei diretamente com o divino, tendo o poder Eclesiástico como mediador e intermediário do rei com Deus. O autor aborda o fenômeno do folclore do culto ao santo desde o século X em Corbeny, e o rito régio da cura das escrófulas, que da devoção ao santo no século XIII de Cotentin, une-se pela devoção ao poder do rei após a sua Sagração.

Tratando acerca das origens do rito, vale ressaltar que a abordagem do autor organizam-se a partir de dois elementos: o da origem mágica e o de origem histórica, salientando que “o cerimonial do toque é um gesto político” (p.35), “sendo um estudo dos ritos, das imagens e dos gestos das sociedades históricas” (p.36)

O rito tido como elemento de tradição da vida dos Santos, reproduziam o ato, tocando com as mão as infecções, inicialmente em silencio, vindo ao longo do tempo, proferir palavras “santas católicas”, adequadas as circunstancias e aos costumes, podendo usar a água, tido no rito católico como “Benta”, utilizando o sinal da cruz, formalizando a ligação com a divindade católica. A adoção de um pagamento aos escrofulosos tocados pelo rei também compunham parte do ritual utilizado tardiamente, sendo um ato tido como de franca bondade ante aqueles que inicialmente vinham de longe e tornando-se um costume a todo aquele que pedia o toque real.

O RITO NA PERSPECTIVA FRANCESA E INGLESA

Toque Régio na França

O primeiro documento em que aparece o toque régio francês é do mosteiro de Saint- médard de Soisons no AISNE no começo do século XII, e a s. Marcoul onde devotos se dirigiam a ele para conseguir milagres entre eles os reis s. Luis e Filipe, onde a partir dos Valois, faziam-se as preces diante das relíquias, um rito quase indispensável à cerimônia da coroação, que afirmava possuir como relíquia um dente do salvador, e para melhor glorificar esse tesouro dizia ser um dente de leite, que a princípio teve sua autenticidade questionada por Guibert, abade de Nogent-sous-coucy. Assim nasceu o tratado de pignoribus sanctorum um manuscrito que contém grande número de considerações um tanto disparatadas sobre as relíquias, as visões e as manifestações religiosas em geral. Guibert desenvolve a idéia de que os milagres não são necessariamente indícios de santidade, só depois se começou a crer no poder do rei, onde Guibert acrescenta:

... Que digo eu? Não temos visto nosso senhor, o rei Luís, usar um prodígio costumário? Com meus próprios olhos, vi doentes que sofriam de escrófulas no pescoço ou em outras partes do corpo ocorrer com profusão, a fim de ser tocados pelo Rei, a que ele ajuntava um sinal- da- cruz. Eu estava lá, bem perto dele e até o defendia contra a importunação, o Rei, entretanto, mostrava para com eles uma generosidade inata; afastando de sua mão serena, fazia humildemente o sinal da cruz sobre eles [...] Reis taumaturgos. Pg. 53

Luis VI cujo reinado vai de 1108 a 1137 era possuidor do poder de curar os escrofulosos; os doentes dirigiam-se a eles em multidão, e o rei, sem dúvida nenhuma convicto do seu poder miraculoso que lhe era concedido por deus ,submetia-se as preces dos enfermos. Esse rito irá permanecer durante todo o curso da monarquia francesa: o rei toca os doentes e faz sobre eles o sinal da cruz; esses dois gestos sucessivos continuarão tradicionais. A consagração e a linhagem sagrada. Isto se explica pelo fato de, na Idade Média os povos, por trazerem consigo a herança das tradições cristãs, como também as velhas idéias do paganismo, juntavam em um mesmo objeto de adoração os ritos religiosos que elevavam o rei ao trono e as prerrogativas da linhagem. Foi criado em torno da realeza francesa, lendas que instituíam uma relação direta entre as forças divinas e o nascimento da realeza, entre elas a da santa âmbula e na metade do século XV a criação das flores de lis, Conforme observa Marc Bloch, “Nesse ambiente, a exaltação do poder curativo foi apenas uma de muitas outras manifestações de uma tendência geral; tendência cujo sentimento não é difícil de entender”. Em volta de Carlos V há um grande empenho no sentido de reforçar de todas as formas o prestígio religioso e sobrenatural da dinastia.

O primeiro rei Francês tido como capaz de curar os doentes foi Roberto, o pio. Roberto era o segundo representante de uma de uma nova dinastia na França capetíngia os reis médicos foram naturalmente levados a reproduzir atos imutáveis que uma longa tradição, popularizada graças ás vidas de santos atribuídas aos taumaturgos. No século XI, pouco depois da instauração do primeiro rito curativo na frança, um grande movimento doutrinal abalou até as bases da vida da Europa católica com Gregório VII. Diz frei Guilhaume; todo príncipe herdeiro da frança recebe de Deus essa graça especial e essa virtude particular de curar os doentes pelo contato de suas mãos, assim vemos os doentes de mal régio chegar ao rei vindos de muitos lugares muitas terras.

Concebeu-se a idéia de que o toque régio era soberano não contra todas as doenças,mas contra uma delas;as escrófulas muito disseminada no reinado de Filipe I. nenhum documento nos fornece dados numéricos precisos sobre a atividade medical dos reis da França. Foi desenvolvida em volta da realeza francesa toda uma série de legendas que instituíram uma relação direta entre as forças divinas e o nascimento dessa realeza. Primeiramente vem a legenda da Santa Âmbula, A legenda consistia na origem celeste do bálsamo, A legenda das flores-de-lis que, em torno de 1400 ganhou a sua forma definitiva, tornou-se um dos florões do ciclo monárquico. Logo, passou-se a associar a história das flores-de-lis com a da Santa Âmbula.Após o escudo adornado com as flores-de-lis, que se tornou o brasão da dinastia francesa, uma outra legenda entra em cena: a auriflama.

Dentre os estandartes régios, este era o mais ilustre. Sempre que entravam em guerra, os capetíngios iam a Saint-Denis buscar essa bandeira de cendal vermelho. De acordo com Marc Bloch, “À Santa Âmbula, às flores-de-lis trazidas do céu, e à auriflama também de origem celeste; acrescentemos o dom de curar e teremos então o conjunto maravilhoso. A crença na idéia de superioridade dos reis franceses, defendida por Jean Golein, era alimentada por seus contemporâneos. Isto ocorre devido à crença de que somente o rei da França era ungido, em sua sagração, pelo óleo santo, misturado ao bálsamo de uma Santa Ampola, trazida do céu por uma pomba branca, o Espírito Santo. No tempo em que todo o ciclo monárquico era constituído somente pela Santa Âmbula, esta era anunciada pela dinastia francesa com grande estardalhaço. Em princípios do século XIII, um rei francês orgulhava-se pelo fato de, entre todos os reis da terra, ser o único a brilhar com o glorioso privilégio de receber a unção com um óleo enviado do céu. A memória miraculosa da unção recebida por Clóvis, a crença no poder régio foi uma das mais vivas superstições da idade média e principalmente na França no reinado de Felipe augusto e os primeiros capetíngios.

Toque régio na Inglaterra

O século XII foi o marco inicial do toque régio inglês, havia um clérigo francês chamado Pierre Blois, na corte de Henrique II, este em seus registros nos fala que o primeiro a realizar o toque foi Henrique II que morreu em 1189. Mas a primeira linhagem de reis médicos é a de Eduardo, o confessor, fundador do rito Inglês, entre 1124 ou 1125. Havia na Inglaterra uma jovem esposa que atingida pelo mal da escrófula, tinha sonhado, e no sonho instruía que fosse ao rei pedir uma cura. Ao vê-la Eduardo mandou encher um vaso de água, molhou os dedos, e, em seguida tocou a parte doente várias vezes, fazendo o sinal da cruz e assim curando-a.

Henrique I soberano muito pouco legítimo foi um político extremamente hábil, pois foi um dos primeiros a instaurar este rito como um projeto político. Em seu livro, Bloch procurou retratar a complexidade do movimento de crença e de sentimento que os dois países da Europa Ocidental tornaram possível, a instauração do rito do toque. Os chefes da antiga tribo dos francos-anglo-saxões tomaram como filiação direta e continua os soberanos franceses e ingleses no século XVII. Não só na França e na Inglaterra os reis tinham um caráter divino ou taumaturgo. Na Alemanha; na Noruega, Halfdan, o negro no século XIII era o soberano; e na Islândia no século XII, com s. Olavo, filho de Haroldo que reinou na Noruega. Isso talvez explique porque o rito do toque, do qual tratamos aqui, teve seu desenvolvimento mais fácil nas sociedades em que a religião proibia atribuir aos reis uma influencia sobre aqueles grandes fenômenos naturais e cosmológicos que comandavam a vida da nação.

O toque inglês prossegue com uma grande variação do frances, pois além do rito do toque havia rito dos anéis. Durante o século XIV, a cada ano na sexta - santa, os reis da Inglaterra como bons cristãos veneravam a cruz “A cruz de Gneith”. Os anéis do camp-rings tinham poder curativo de algumas moléstias no século XV, dores musculares, e principalmente a epilepsia. Por isso o nome anéis contra a câimbra. O estudo da medicina popular comparada tende a provar que tais anéis são, desde a origem, tidos como especializados na cura milagrosa. Mas, acompanhados pelo toque. Não havia nada semelhante na França. Esse rito dos anéis foi retirado dos livros de Salomão.

Com a decadência do reinado dos Stuart, a fé no toque foi decaindo também. Mas mesmo assim esta dinastia procurou ainda propagar esta fé e tentar reviver o toque. Os ‘Stuart’ afastados do poder praticaram o toque no exílio e distribuíram suas medalhas de prata. “Henrique IX morreu em 1807. Com ele extingui-se a dinastia dos Stuart; na mesma ocasião, o toque das escrófulas deixou de ser praticado: milagre e linhagem régios morreram ao mesmo tempo.” P. 257. Os anglicanos abandonam isso quando em seus reinados tem o toque como uma pratica supersticiosa. Quando a rainha Ana assumiu o trono em 1702, ela resgatou o rito, mesmo que de forma simplificada, realizando o toque pela ultima vez em 27 de Abril de 1714. P. 255.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que a crença no poder régio foi uma das mais vivas superstições da idade média que perdurou durante muitos séculos. A crença foi o fator primordial para a difusão do ideário de cura pelos reis, pois é ela que manteve acessa a credulidade das pessoas no poder divino dos reis.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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BLOCH, M. L. B. Os reis taumaturgos: o caráter sobrenatural do poder régio, França e

Inglaterra. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

LE GOFF, J. As raízes medievais da Europa. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.

POMIAN, krzysztof. A História das Estruturas. In LE GOFF, Jacques, CHARTIER, Rogel, REVEL, Jacques (Org) A História Nova; Tradução de Eduardo Brandão. 5ª Ed. SÃO PAULO: Martins Fontes, 2005. (p.p 129-165).

PROST, Antoine. Doze Lições sobre a História. Belo Horizonte, Autêntica Editora, 2008. Cap. V: Os tempos da história (p. 112-113).

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