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O Processo da Relação das Fontes no Telejornalismo Investigativo Regional: Uma Análise Sobre o Núcleo de Investigação da TV Tem

José Fernando Medeiros

O Processo da Relação das Fontes no Telejornalismo Investigativo Regional: Uma Análise Sobre o Núcleo de Investigação da TV Tem

José Fernando Medeiros[1]

Vera Lúcia Guimarães Rezende[2]

Unifev – Centro Universitário de Votuporanga, Votuporanga, SP

RESUMO

Este artigo tem como objetivo compreender a relação entre a fonte de informação e o jornalismo investigativo regional produzido pelo núcleo da TV TEM de São José do Rio Preto. O Jornalismo Investigativo consiste em divulgar informações que as empresas ou pessoas não querem divulgar. Por esse motivo a busca por fontes de informação se torna mais difícil, pelo fato de os dados necessários para uma matéria serem sigilosos. Uma fonte muito utilizada nesse tipo de matéria são as anônimas, ou em off, sendo que a não identificação das mesmas é assegurada pelo Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros. Na busca por fontes de informação é necessário que se estabeleça uma relação de confiança entre as partes. Além de analisar o processo de abordagem da fonte, este trabalho pretende verificar os parâmetros que envolvem o relacionamento entre jornalistas e fontes na produção de matérias pela emissora de TV citada.

Palavras chave: relacionamento; fontes de informação; jornalismo investigativo; ética.

1 O JORNALISMO INVESTIGATIVO E SUA FUNÇÃO NA SOCIEDADE

Inúmeros estudos afirmam que independentemente da forma do fazer jornalístico, este sempre parte do pressuposto investigativo. Na produção de uma matéria, o profissional deve entender o processo de apuração das informações como um ato de investigação. Consiste na prática de reportagens especializadas em desvendar mistérios e fatos ocultos do conhecimento público, especialmente crimes e casos de corrupção.

Frequentemente os ‘furos de reportagem’, termo usado pelos jornalistas para divulgação da informação em primeira mão, são frutos desta modalidade. Para Lopes e Proença (2003), o que sustenta o jornalismo investigativo é a busca pela verdade oculta, através da junção dos cacos da realidade e o estabelecimento das relações entre eles. Estes conceitos se dão basicamente pelo trabalho minucioso do repórter que se arrisca na apuração de informações ocultas aos olhos da sociedade, sobre empresas, poder público e outros órgãos que as guardam a “sete chaves”.

Uma das coberturas que se tornou marco jornalístico mundial foi o Caso Watergate, que tratou do escândalo político ocorrido na década de 70 nos EUA, que culminou na renúncia do então presidente Richard Nixon eleito pelo Partido Republicano. Durante a campanha eleitoral cinco pessoas foram detidas quando tentavam fotografar documentos e instalar aparelhos de escuta no escritório do partido da oposição. Por meses, repórteres do jornal Washington Post, investigaram o caso e estabeleceram ligações entre a Casa Branca e o assalto ao Edifício Watergate. Eles foram informados por uma pessoa conhecida pelo codinome Garganta Profunda que informou que o presidente sabia das operações ilegais. Durante a investigação, foram apreendidas fitas gravadas que demonstravam a ligação de Nixon com os atos ilícitos e provas que deixaram claro a participação dos republicanos na ação contra os democratas. Nixon renunciou à presidência dos Estados Unidos da América e o Caso Watergate ficou ainda mais conhecido quando teve a história retratada no filme ‘Todos os Homens do Presidente’, de Alan J. Pakula, que produziu e dirigiu as gravações no ano de 1976.

O Jornalismo Investigativo foi formalmente estabelecido na imprensa americana no ano de 1964, quando o Philadelphia Bulletin, um jornal vespertino da cidade de Filadélfia, ganhou o Prêmio Pulitzer com uma série de reportagens denunciando o envolvimento de oficiais em uma rede de jogatina.

A nova categoria do Prêmio Pulitzer era denominada Reportagem Investigativa. Executivos dos jornais de todo o país que administravam o Pulitzer sob os auspícios da Universidade de Columbia haviam criado essa nova categoria para substituir uma antiga, que, segundo eles, não precisava mais ser reconhecida – a chamada Reportagem Local. Davam assim maior ênfase ao papel da imprensa como setor ativo, reformista, denunciador (KOVACH; ROSENTIEL, 2003, p. 169).

Na busca por definir o conceito dessa modalidade jornalística, observa-se que essa área requer mais disposição do profissional em ir além do que é conhecido e buscar as informações não reveladas. A prática do jornalismo de investigação não pode ser comparada à cobertura de matérias policiais, posto que, o profissional deste gênero, trabalha com informações em estado bruto para lapidá-las a custa de muita checagem e cruzamento de dados e depoimentos.

A prática do Jornalismo Investigativo não é para qualquer profissional e nem para qualquer meio de comunicação. O profissional tem que ter alguns anos de experiência e muito fôlego. Já o meio tem que ter amparo de seus dirigentes em todos os níveis, principalmente para saber driblar possíveis sanções econômicas, como reflexo de matérias investigativas. Mas esses talvez não sejam os maiores inibidores do Jornalismo Investigativo. O maior deles, na opinião de Audálio Dantas, é o medo. Medo de não ter como provar o que está sendo contado e apurado (LOPES; PROENÇA, 2003, p. 122).

Entende-se, assim, o Jornalismo Investigativo como sendo um diferencial na atividade jornalística, porque se caracteriza pela análise de conteúdos, dos métodos e estratégias usadas pelo repórter. Nestes casos, se não fosse à disposição das fontes em revelar informações e do profissional da área de comunicação atrás das mesmas, muitas notícias demorariam muito ou jamais seriam conhecidas.

Porém, na investigação o jornalista não deve ter pressa de finalizar seu trabalho para sair na frente na divulgação da reportagem. Ele deve sempre analisar e checar se as informações realmente são verídicas para, só então, torná-las públicas.

É fundamental que o jornalista investigativo tenha o senso de busca da verdade, da justiça e do equilíbrio. É importante também que tenha o desejo de ver as coisas se realizarem, terminarem. Muitas vezes é necessário trabalhar durante um bom tempo para atingir essas características. Contudo, não se pode esquecer dos aspectos legais, principalmente, éticos que devem permear uma reportagem investigativa (LOPES; PROENÇA, 2003, p. 11)

O trabalho dos jornalistas é de apresentar os fatos ao público com responsabilidade. Ao divulgar dados, os profissionais devem ter certeza do que estão transmitindo para não faltarem com a verdade e, assim, não terem problemas posteriores com a justiça e com o público alvo. Nos trabalhos investigativos, como em qualquer modalidade jornalística, é necessário que se siga o princípio básico de ouvir todos os envolvidos. Durante o processo de trabalho dos jornalistas nestas produções, alguns pontos são indispensáveis para a execução da matéria:

Na fase de planejar e construir a base da investigação, o jornalista deverá analisar os possíveis métodos de trabalho, distribuir as tarefas – no caso do trabalho em equipe – ou separar um tempo específico para cada tarefa, se trabalha sozinho. Também deverá estabelecer a programação concreta do trabalho e o alcance real da investigação (LOPES; PROENÇA, 2003, p.19).

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – ABRAJI – foi criada em 2002, após a morte do jornalista Tim Lopes da Rede Globo, que ocorreu no mesmo ano, durante a realização de uma reportagem investigativa sobre as quadrilhas de tráfico de drogas em uma das favelas do Rio de Janeiro.

A entidade tem entre seus objetivos ajudar os profissionais que optam por essa área do jornalismo, abrindo um espaço onde eles possam trocar suas experiências do dia a dia. O trabalho realizado pela ABRAJI gira em torno de palestras, dicas de reportagens, oficinas com objetivo de aperfeiçoamento dos profissionais interessados nesta área e seminários. Carvalho, Diamante, Bruniera e Utsch lembram os riscos inerentes ao trabalho investigativo.

É uma tarefa arriscada, semelhante ao oficio de um investigador, no sentido de levantamento de informações. Parte do trabalho é como um serviço de inteligência, ou seja, o cruzamento de dados. A outra parte é a constatação. Para isso, muitas vezes o jornalista se infiltra em locais extremamente perigosos e se envolve com pessoas à margem da lei. (2010, p.78)

Ao produzir uma matéria investigativa, o repórter pode se deparar com alguma situação inesperada e informações que comprometam toda a sua pauta. Ao se encontrar com uma situação dessas, o que se deve fazer? Seguir o que está pautado ou ir além do que está programado? Cabe ao profissional ter senso do que é importante para o interesse público. Um repórter com vários anos de carreira talvez tirasse isso de letra. Não existe uma forma de dizer o que é certo ou errado, cabe ao jornalista agir de acordo com a ética da profissão e a sua moral constituída com o tempo.

Quando se pensa em Jornalismo Investigativo, logo se remete a denúncias de corrupção, fraudes no sistema público ou privado. Nesse processo não deve ser tolerado o uso de dados e informações obtidas sem dar os devidos créditos às fontes. Quanto ao trabalho finalizado, surge à dúvida de como o repórter chegou àquelas informações. Porém Sequeira (2005, p. 94) diz que: “O código de Ética dos jornalistas, em vigor desde 1987, fixa normas às quais deverá subordinar-se a atuação do profissional, nas suas relações com a comunidade, com as fontes de informação e entre os jornalistas”.

2 INVESTIGAÇÃO JORNALÍSTICA INDEPENDENTE DO MEIO

O Jornalismo Investigativo pode ser exercido em qualquer meio de comunicação. Cada qual com suas peculiaridades técnicas às quais o profissional deve se adequar como orientam Lopes e Proença.

O Jornalismo investigativo pode ser praticado em qualquer tipo de mídia, desde que se respeitem as características e recursos de cada suporte de publicação. A princípio, pode-se supor que trabalhar com a imprensa escrita seja mais fácil, o que não é verdade. “A reportagem investigativa baseada no registro da imagem pode ter um impacto e uma capacidade de revelar contextos muito maior do que a palavra escrita”, analisa Waack. A reportagem de TV tem a dificuldade de trabalhar com muito off, recurso que o texto impresso pode trabalhar mais facilmente. O rádio tem as mesmas limitações da TV. De acordo com Waack, toda matéria investigativa chega a um ponto que o repórter precisa amarrar os elementos, construindo um contexto (LOPES; PROENÇA, 2003, p. 143).

Na TV, por exemplo, apresentadores e repórteres de programas especializados neste segmento são conhecidos pelo telespectador. Porém por trás destes profissionais existem outros responsáveis por apurar primeiro as informações. Os produtores buscam as fontes e os personagens para a reportagem e mantém sua imagem em segredo para realizar seu trabalho com um grau de dificuldade menor, por que não são conhecidos do grande público.

Já vimos que nas matérias investigativas o trabalho do jornalista é diferenciado da forma tradicional do fazer jornalismo. “Ao contrário, o jornalista investigador é virtualmente o criador da informação ou o investigador dessa mesma informação” (LOPES; PROENÇA, 2003, p. 15). O profissional que trabalha com este gênero cria as notícias investigando a fundo uma informação que ainda não veio ao conhecimento público.

O rádio é um dos principais meios de comunicação, por fatores que vão desde o baixo custo até o fato de estar mais próximo do público e também se presta ao jornalismo investigativo. É por meio dele que as pessoas ficam a par dos acontecimentos de forma mais rápida e ágil.

Mesmo com as dificuldades enfrentadas por um jornalista no exercício da profissão, que vão desde ameaças até as de ordem técnica, Agostinho Teixeira mostra que é possível se fazer Jornalismo Investigativo não só nos meios de comunicação impresso e televisionado, como também no falado. O rádio continua sendo o meio de comunicação no qual as pessoas ouvem primeiro as notícias, ou seja, o primeiro a informar as pessoas. Depois, elas procuram mais informações na televisão e, no dia seguinte, nos jornais (LOPES; PROENÇA, 2003, p. 183).

Um bom exemplo de reportagem investigativa pelo rádio é uma veiculada pela CBN no dia 15 de março de 2012, sobre venda ilegal de diplomas de Ensino Médio em Santana do Parnaíba, São Paulo[3]. Nesta produção a equipe de reportagem investigou durante dois meses a Escola Centro Educacional de Parnaíba, de propriedade do professor e vereador Hélio Fernando de Carvalho, eleito pelo PCdoB com o lema “Educação para o bem do Brasil”.

Um repórter passou-se por aluno e procurou a escola com a finalidade de conseguir um diploma. Ele foi orientado a assistir seis meses de aulas para depois fazer as provas e, então, conseguir o certificado. Ao alegar pressa ele recebeu uma oferta do dono da instituição. Usando um gravador escondido e sem revelar sua identidade, o repórter ouviu do próprio professor Hélio que havia um esquema para agilizar as coisas. Bastava pagar uma taxa de R$ 1.300, e o jornalista levaria as provas para casa e as responderia a lápis para facilitar a correção de eventuais erros que dificultassem a aprovação.

O repórter recebeu um certificado de conclusão de ensino médio pelo sistema de Educação de Jovens e Adultos – EJA –, do Centro Educacional de Parnaíba, assinado pela diretora pedagógica Vandalice Souza Pereira. Além do certificado ele recebeu um histórico escolar com notas variando de cinco a oito e meio. A Rádio CBN disponibilizou no site imagens dos documentos obtidos.

Na TV aberta, atualmente dois programas veiculados em emissoras diferentes têm como foco o Jornalismo Investigativo: Profissão Repórter da Rede Globo e o Conexão Repórter do SBT. Este último exibiu no dia 26 de abril de 2012, uma reportagem sobre situações em que todas as pessoas estão sujeitas, como por exemplo, a serem enganadas quanto ao conserto de um eletrodoméstico ou eletroeletrônico, ou uma simples manutenção pela qual é cobrado um preço exorbitante[4]. Ou mesmo ser servido em um restaurante com comida reaproveitada de sobras de outros clientes, em pratos e utensílios em más condições de higiene.

O jornalista Roberto Cabrini, revelou como comerciantes mal intencionados lesam o consumidor com práticas irregulares. Em um dos casos, um produtor levou uma lavadora de louças e um aparelho de DVD para assistência técnica, alegando defeitos nos equipamentos. Os problemas na verdade foram preparados pela própria reportagem que apenas desconectou alguns cabos, um conserto simples que não custaria mais do que 15 reais. Não foram investigadas apenas empresas que prestam serviços de consertos, mas também um restaurante onde o produtor se infiltrou como funcionário. Utilizando uma câmera escondida ele constatou que o próprio dono do restaurante mandava reaproveitar restos de arroz dos pratos que voltavam das mesas em outros pedidos. Até as fatias de limão servidas em drinks e refrigerantes eram lavadas para serem utilizadas novamente.

Cabrini retornou aos locais investigados e questionou os profissionais sobre a irregularidade na prestação dos serviços. Um dos empresários da área de manutenção de eletrodomésticos alegou que o valor cobrado referia-se a troca preventiva de peças, que com o tempo poderiam se desgastar. Quanto às irregularidades dos restaurantes o jornalista optou por só revelar as imprudências, e não buscou respostas sobre o caso.

O Profissão Repórter exibiu no dia três de abril de 2012 matéria sobre os bastidores da morte de Roberto Laudísio Curti, na Austrália, após disparos de arma de choque em uma das ruas mais movimentadas de Sydney, ele foi perseguido por seis policias armados com taser, um equipamento considerado não letal[5]. Para investigar o que aconteceu a produção do programa se dividiu entre a Austrália e o Brasil.

Primeiro a equipe do programa esteve na casa dos parentes no Brasil. oportunidade a reportagem conversou com um primo que falou sobre Beto, seu temperamento e a relação com a família. Revelou que ele tinha voltado em janeiro e que seu primo optou por ficar mais um tempo em Sydney. Ainda no Brasil a equipe conversou com familiares e a namorada. Após esse primeiro contato com a família, a equipe viajou para a Austrália, a fim de descobrir as circunstâncias da morte do brasileiro. Chegando a Sydney, Caco Barcellos foi à busca de informações com as autoridades locais e se encontrou com a jornalista Beatriz Vagner, que lhe mostrou uma edição de um programa de rádio destinada à comunidade brasileira e contou que a policia decidiu não discutir o caso na imprensa.

Em seguida o repórter foi à Delegacia de Homicídios, a Central de Informações da Policia e ao Instituto Médico Legal sem conseguir nenhuma informação. Caco esteve também no supermercado de onde o brasileiro sofreu a acusação de furto de um pacote de bolachas. Ele também percorreu as ruas que o jovem foi alvejado com a arma de choque. No local havia quatro câmeras que registraram todo o incidente. De volta ao Brasil, a equipe acompanhou várias homenagens e missas ao jovem morto na Austrália. A principal questão levantada na matéria foi o uso de força física de forma violenta pela polícia australiana e a utilização da arma taser que provocou a morte do rapaz. Até a conclusão da matéria a polícia australiana não tinha passado mais nenhuma informação sobre a conclusão das investigações.

A divulgação de matérias deste segmento jornalístico depende de cada veículo. Cada qual tem suas características, tempos para que a matéria seja produzida e veiculada. “Normalmente veículos não diários, como revistas costumam publicar cada investigação de uma só vez, em uma só reportagem. A principal vantagem é dizer tudo de uma só vez, não dando tempo aos implicados de armar estratégias para impedir a veiculação” (LOPES; PROENÇA, 2003, p. 20). Neste modelo, entram os programas televisionados semanais, como os apresentados nos exemplos apresentados e os cadernos especiais de jornais, não se aplicando as edições diárias.

Os telejornais diários utilizam a publicação em série, entre outras razões porque não dispõe de grandes espaços livres em suas páginas. Isso permite o uso de páginas e artes mais criativas e múltiplas repetições dos principais temas da matéria. Porém nestes casos existem alguns pontos negativos, como o leitor que por ventura não leia um dia o jornal, perde o “fio da meada” da notícia, e também, pode significar que a matéria não foi finalizada ainda pelo jornalista e foi publicada parcialmente.

O detalhamento destes três exemplos de reportagens investigativas teve como objetivo mostrar como este gênero vem se firmando no jornalismo brasileiro, não apenas na mídia impressa. Independentemente do meio de comunicação, ao jornalista que se propõe investigar é imprescindível recorrer às técnicas de apuração inerentes ao exercício da reportagem entre elas a busca pelas fontes de informação, tema retratado a seguir.

3 FONTES DE INFORMAÇÃO

Existem várias formas para que as informações cheguem aos jornalistas, posto que, na minoria das vezes as matérias originam-se de observação direta. E quando isso não acontece a saída é recorrer a testemunhas ou personagens para a coleta de dados e informações. “Muitas notícias jamais seriam conhecidas, ou demorariam muito a ser, se não fosse à iniciativa das fontes em divulgá-las por algum interesse próprio” (LAGE, 2001, p.68). As notícias são resultado do que as fontes relatam. Elas são fator/elemento do processo da notícia nos meios de comunicação social. Fontes são, então, as portadoras de informação. Nas reportagens investigativas nem sempre elas aparecem por razões de segurança. É papel do jornalista selecionar, analisar e até questionar as fontes para a apuração das informações e só assim depois, situá-las no contexto, segundo as técnicas jornalísticas.

O resultado de uma consulta à fonte depende, assim, basicamente, da intenção que essa fonte atribui ao repórter. Se acha que o repórter é uma ameaça (posição frequente entre os ricos e os que têm algo a esconder), será parcimoniosa nas respostas; se vê na conversa uma oportunidade de defender seus direitos (o que é provável entre as pessoas pobres), enfatizará reivindicações e reclamações; se teme que o repórter não compreenda algo (o que ocorre em regra com cientistas e pesquisadores de ciência exatas), procurará ser minunciosa e redundante na explicação. (LAGE, 2001, p. 57)

Lage (2001) entende a fonte de informação como um dos elementos básicos de uma reportagem e analisa as questões que podem interferir no relacionamento dos jornalistas com essas pessoas, levando em conta as intenções e interesses delas e quais as chances da informação ser falsa ou verdadeira. Ele enfatiza a necessidade dos jornalistas terem cuidado ao que elas dizem. Muitas fontes, especialmente os políticos, são treinados para parecerem convictos do que dizem, para, assim, convencerem a opinião pública.

Para não correr riscos, a apuração deve contar com a coleta de dados e informações como forma de confrontar ou checar o que foi dito pela fonte. Esta é uma das principais etapas do trabalho dos repórteres, que necessitam ter conhecimento do assunto antes de abordar os entrevistados. A apuração consiste no levantamento das informações a respeito de um determinado fato que vai se tornar notícia. Conforme explica Lage (2001), a entrevista é o procedimento clássico de apuração de informações no jornalismo sendo uma expansão da consulta às fontes, objetivando a coleta de interpretações e a reconstituição dos acontecimentos.

Outras fontes dentro do jornalismo são documentos audiovisuais ou escritos, ou mesmo, pessoas falando através de assessores de imprensa, que fazem a ponte entre a instituição, empresa, produto ou marca com a imprensa e o público. A função deste profissional vai além de elaborar releases e enviá-los à imprensa. Sua posição como porta voz faz com que ele seja capaz de identificar notícias factuais para inserir o seu cliente em matérias e fonte para entrevistas.

Por mais legítimo que seja o trabalho de porta-vozes e assessores, estes são preparados para exercer o papel de representante de empresa ou personalidade, junto aos meios de comunicação e a opinião pública e são movidos por interesses específicos. Estes profissionais ao serem usados como fontes, procurarão mostrar os pontos positivos de quem está a representar, e explorar a solução dos eventuais problemas discutidos.

3.1 Classificação das fontes de informações

As informações jornalísticas publicadas ou veiculadas nos meios de comunicação são construídas com vários tipos de fontes. Essa diversidade exige uma classificação para que se entenda a sua força dentro do jornalísmo. O estudo sobre as fontes, constata que, se o jornalismo fornece informações e ideias ao espaço público, e desta maneira produz efeitos nas pessoas, é preciso que se entenda o processamento delas atravé s de uma classificação. “Para tanto, é imprescindível que as fontes tenham autoridade sobre o assunto e desenvoltura para falar” (UTSCH, 2010, p. 116). Podem ser considerados fontes de informação, pessoas, jornais, leis, revistas, documentos impressos ou digitais, videos, gravações e até o próprio jornalista. “A atividade do jornalista estará cada vez mais baseada na explicação dos fatos e não apenas na explanação dos mesmos” (UTSCH, 2010, p. 116).

Na categoria das fontes oficiais encontram-se políticos, empresários, líderes religiosos e os assessores de imprensa de empresas ou celebridades. Estas são as mais utilizadas pelos jornalistas, por passarem informações de interesse público a mídia. Lage (2001, p. 63) diz que elas “Fazem isso para preservar interesses estratégicos e políticas duvidosas, para beneficiar grupos dominantes, por corpora-tivismo, militância, em função de lutas pelo poder”.

As fontes oficiosas estão ligadas a instituições, empresas, autoridades, celebridades, mas que não tem autorização formal para falar em nome delas. Nas produções investigativas estas são significativas, uma vez que, expressando seus interesses particulares, se tornam úteis ao revelar informações em off.

Já as fontes independentes são aquelas que passam as informações, mesmo sem terem vínculo direto nem atuar dentro das instituições. Por isso, geralmente têm menos interesse e mais valores e princípios a defender. As fontes também podem ser classificadas como primárias e secundárias.

As fontes primárias, segundo Lage, fornecem ao jornalista as informações essenciais de uma matéria: fatos, versões e números; as fontes secundárias são consultadas para a preparação de uma pauta jornalística – um roteiro para a produção de uma reportagem - ou a construção de premissas genéricas ou contextos ambientais. A fonte informativa que Lage indentifica como testemunho é a que, como o próprio termo explica, viveu e presenciou determinado acontecimento e, por isso, o que diz é contaminado pela emotividade (SEQUEIRA, 2005, p.89).

Como já dito anteriormente, o jornalista busca a fonte para ilustrar e reforçar o que está sendo relatado na matéria, mesmo quando ele esteve presente no acontecimento. Os dados necessários para a produção de um texto jornalístico são sigilosos, dependem de empresas ou personalidades que não querem divulgá-los. Neste caso a alternativa são as fontes anônimas que passam informações por telefone ou carta e que podem ou não ser citadas na reportagem.

O tema tem rendido muita discussão entre os jornalistas e teóricos do jornalismo. Percival, por exemplo, diz que nunca as teve. “Você pode manter uma fonte no anonimato, que é a fonte chamada no Brasil de off the record, que o repórter conhece e, para não prejudicá-la, seu nome não é citado na reportagem.” Na sua opinião, é preciso, para se usar uma fonte em off , estar seguro quanto à veracidade das informações. “Se você publica uma informação forte que vai dar nova dimensão a um fato e isso, depois, não se comprovar, a pessoa poderá acionar o repórter, pois ele é o responsável legal pelo que publica” (SEQUEIRA, 2005, p. 82-83).

Fontes anônimas contribuem na produção de matérias jornalisticas, principalmente em casos investigativos. Entretanto o jornalista que não vê outra saída, a não ser utilizar uma fonte que não quer, ou não pode ser identificada, deve averiguar e checar se todas as informações passadas são verídicas. “É muito importante que a fonte não se sinta enganada, sobretudo depois da publicação da reportagem. Deve-se dizer sempre a verdade” (LAGE, 2003, p.108). Contudo no processo de apuração, não se deve fazer falsos acordos com as fontes para obterem as informações para depois descumpri-los como destaca Sequeira.

Para o repórter Antonio Carlos Fon, “fonte de informação é sagrada. O jornalista vai para a cadeia mas não entrega a sua fonte de informação”. No entando ele acredita que “da relação de confiança que se estabelece entre o jornalista e sua fonte é que surgem as grandes matérias investigativas, pois é preciso que ela tenha a absoluta certeza de que acordos será cumpridos para passar as informações para o repórter”(SEQUEIRA, 2005, p. 83).

‘No processo de apuração, não se deve fazer falsos acordos para depois descumpri-los. Respeito e confiança são imprescindíveis, principalmente com fontes anônimas.

Para o repórter Antonio Carlos Fon, “fonte de informação é sagrada. O jornalista vai para a cadeia mas não entrega a sua fonte de informação”. No entando ele acredita que “da relação de confiança que se estabelece entre o jornalista e sua fonte é que surgem as grandes matérias investigativas, pois é preciso que ela tenha a absoluta certeza de que acordos será cumpridos para passar as informações para o repórter” (SEQUEIRA, 2005, p. 83).

É importante lembrar no entanto que todas as informações obtidas por meio de fontes anônimas devem ser confrontadas com outras, que venham a ter interesses distintos e menos parciais do que os próprios envolvidos na investigação. Quanto maior for o grau de atribuição das fontes e a credibilidade destas, maior é também a credibilidade do próprio jornalismo. Na modalidade investigativa, o repórter deve analisar previamente para decidir se deve ou não divulgar quem é o responsável pelas informações a passar. “Dar ou não um nome de uma fonte pode ser uma mera decisão burocrática numa redação, desde que aquela pessoa não esteja, por exemplo, correndo risco de vida” (LAGE, 2003, p. 98).

4 O RELACIONAMENTO COM AS FONTES DE INFORMAÇÃO

Ligação entre o repórter e o fato ocorrido, as fontes de informação tornam possível a realização de um trabalho jornalístico de qualidade. “Todo jornalista que se preza – e não só o investigador – tem uma agenda sortida de fontes trabalhadas ao longo dos anos, sem a qual seria impossível desenvolver o seu trabalho” (LOPES, 2003, p. 21). Porém, é preciso que se tenha cuidado ao se relacionar com as fontes. Sequeira (2005, p. 80) acredita que: “cada repórter também é único, na sua forma de avaliar e se relacionar com suas fontes”, contudo todas devem receber o mesmo respeito e consideração.

Segundo Lage (2001, p. 95) “a relação com as fontes deve ser cordial e correta. Trata-se inegavelmente de uma troca, mas o que deve ser trocado é sempre informação, nada mais”. O jornalista que trabalha com o gênero investigativo deve agir sempre com empatia no relacionamento com suas fontes compreendendo o sentimento da pessoa e imaginando-se na mesma situação dela.

Em toda matéria, não sendo regra exclusiva do jornalismo investigativo, deve-se ter cuidado na busca pelas fontes, e procurar pessoas que sejam livres de interesse e poder, para não correr o risco da conversa ser manipulada. Nestes casos, uma boa solução é de confrontar as informações do entrevistado com outras, para que se mantenha certa distância da fonte e ela não comande a entrevista.

O repórter faz antes uma pesquisa e tem, portanto, idéia do que vai perguntar. No entanto, é engano imaginar que a preparação prévia de um questionamento viabiliza uma boa entrevista: ela depende muito da maneira como é conduzida. Uma das chaves é saber perguntar sobre a resposta. Em geral, as pessoas discorrem com fluência sobre aquilo que conhecem (LAGE, 2001, p. 80).

O jornalista investigativo deve ser particularmente sensível à busca de fatos ocultos para testá-los em suas causas e conseqüências. O jornalista deve libertar-se do seu próprio preconceito e da investigação em qualquer terreno, mesmo aqueles que não gostem, pois são eles os responsáveis por buscar as informações e passar ao público.

O repórter está onde o leitor, ouvinte ou espectador não pode estar. Tem uma delegação ou representação tácita que o autoriza a ser os ouvidos e os olhos remotos do público, selecionar e lhe transmitir o que possa ser interessante. Essa função é exatamente a definida como a de agente inteligente (LAGE, 2001, p. 23).

O profissional deve trabalhar com a imparcialidade, por este motivo, suas reportagens relatam a realidade que nem sempre é a mesma de seus ideais e filosofia de vida pessoal. “Um bom mandamento de ética geral aplicável também aos jornalistas é praticar a critica dos próprios preconceitos” (LAGE, 2001, p. 98). Essa atitude também implica ter uma ética coerente com a profissão, é isso que exigem imparcialidade do jornalista.

5 TELEJORNALISMO INVESTIGATIVO REGIONAL: A EXPERIÊNCIA DA TV TEM DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

A TV TEM de São José do Rio Preto é uma emissora da TV aberta afiliada à Rede Globo, que transmite sua programação para a região além de gerar programas locais. O sinal deste canal é distribuído para 144 municípios da região noroeste do estado de São Paulo. A emissora conta também com profissionais qualificados e os mesmos equipamentos técnicos que uma emissora de nível nacional.

Apesar de não exibir nenhum programa sobre jornalismo investigativo, a TV TEM conta com um núcleo específico que produz matérias deste segmento transmitidas nos telejornais da rede. Um dos responsáveis é o jornalista Juliano Abocater, que desempenha o papel de repórter investigador nas produções jornalísticas deste gênero.

A produção externa de matérias investigativas não é diária, posto que essas produções podem demorar dias, até mesmo meses, para serem concluídas, como informou Juliano Abocater[6]: “O trabalho investigativo é um trabalho que precisa de estrutura, de tempo, então não é todo dia que você vai atrás de uma reportagem investigativa. Você precisa primeiro levantar uma história, analisar, ver as possibilidades e investir nisso” (informação verbal). Algumas destas matérias se tornam conhecidas nacionalmente, exemplo disto é a reportagem exibida no Jornal Hoje, no dia 23 de fevereiro de 2011, mostrando a venda ilegal de atestados médicos em Severínia/SP[7]. A denúncia sobre esta matéria chegou ao produtor por meio de uma fonte que ele já conhecia. “A reportagem de Severínia chegou a mim por meio de uma fonte da cidade que mantenho contato há pelo menos quatro anos, ela me passou as informações e eu constatei”.

Ele conseguiu as informações por meio de câmera escondida e constatou que a venda de atestados acontecia no consultório do médico. A matéria mostrou uma professora que havia se consultado com o médico e conseguido um atestado. Após está conversa com a fonte primária, Abocater foi ao consultório onde conversou com o Dr. Isidro Camacho, com uma câmera escondida. O médico confirmou que a venda de atestados médicos acontecia normalmente no seu consultório.

A observação direta dos eventos diários, dos acontecimentos cotidianos e as conversas com os cidadãos comuns são peças fundamentais para possíveis matérias. Em relação às pautas, o produtor Juliano Abocater diz que “tudo é observação, olhar clinico, acho que isso faz parte do jornalista é você enxergar além do que você é, enxergar além de uma noticia”.

Em entrevista Juliano Abocater disse que respeitando os princípios éticos da profissão, é possível se fazer um trabalho de qualidade. “É claro que os jornalistas não podem ser éticos sozinhos – se, por exemplo, as empresas e as fontes de informação não o são” (LAGE, 2001, p. 103). Para ele não existem fontes confiáveis, o repórter deve sempre se certificar de todas as informações e conseguir o maior número de provas documentais possíveis. Mesmo quando a pessoa tem autoridade para falar sobre o assunto, deve-se ter esse cuidado.

Abocater acrescenta que manter sua identidade preservada se torna uma tarefa mais complicada, pois a área que a emissora aborda é menor, e por este motivo é mais fácil os telespectadores conhecerem os profissionais envolvidos nesse meio. Ele busca preservar sua imagem nas redes sociais e não aparece em suas matérias, como ele mesmo diz “[...] no meio que a gente trabalha, no meio profissional, a gente é conhecido pelo que se faz, as pessoas se conhecem. Mas a grande massa não pode nos conhecer, eu tenho rede social, mais eu não tenho foto”. Ter a imagem conhecida pelas pessoas pode atrapalhar o trabalho dos repórteres investigativos, como aconteceu com o próprio Juliano. “[...] a gente estava tentando fazer uma flagrante no serviço público da prefeitura de Rio Preto e o segurança me reconheceu, chegou até mim e disse: ‘eu sei que você é repórter e que você está com algum equipamento escondido e vou pedir para você sair”. Tendo em vista a situação gerada, o repórter respeitou o pedido do segurança.

Juliano Abocater informa ainda que antes de serem veiculadas nos telejornais da TV Tem, todas as matérias investigativas que produz passam pela análise do corpo jurídico e administrativo da empresa, para evitar possíveis ações judiciais. Em função disso ele se empenha em ter certeza de tudo que está sendo relatado em seus trabalhos e enquanto não consegue a confirmação de tudo que vem a ser dito, a matéria não vai ao ar.

6 JORNALISMO INVESTIGATIVO: UMA FUNÇÃO SOCIAL

O vídeo documentário Jornalismo Investigativo: Uma Função Social, foi produzido, afim de, esclarecer o papel deste segmento jornalístico para a sociedade. Tendo em vista o papel fiscalizador que o jornalista exerce na produção destas matérias. Posto que o principal objetivo deste profissional é informar o público a respeito dos acontecimentos e dos fatos ocorridos, sobretudo quando estes são de interesse coletivo.

Pelo fato das matérias investigativas brotarem dos fatos cotidianos, deve-se compreender a importância do jornalista e do jornalismo, e como estes contribuem para a sociedade, desde o processo de democratização de idéias, até a busca por soluções de problemas. As pessoas que tem como profissão este papel tornam-se agentes transformadores da população, por através de seu trabalho sensibilizar e criar alternativas de modificação do contexto social.

Neste vídeo são apresentadas questões como, as características e as técnicas utilizadas em matérias investigativas, evidenciando que tal segmento é feito pela TV TEM. E por fim, mostrar como é a estrutura de uma produção de caráter investigativo, citando o Caso Watergate que entrou para a história do Jornalismo Investigativo, após se tornar responsável pela renúncia do ex-presidente Richard Nixon nos Estados Unidos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Telejornalismo Investigativo produzido regionalmente pela TV TEM de São José do Rio Preto conta com a mesma qualidade e os mesmos equipamentos que a Rede Globo utiliza. Apesar de não existir na programação nenhum programa especifico de caráter investigativo, inúmeras matérias são produzidas e muitas delas acabam se tornando conhecidas nacionalmente, ao serem veiculadas em edições dos telejornais como Jornal Hoje, Jornal Nacional e Fantástico.

O jornalista Juliano Abocater é um dos responsáveis pelo núcleo investigativo da emissora. Segundo ele, no jornalismo regional existe certo limite para as produções investigativas, um exemplo são matérias de tráfico de droga, por se tratar de um assunto perigoso, que exige uma maior cautela na apuração dos fatos e que no final não irá surtir nenhum efeito. Contudo, assuntos para este tipo de matéria não faltam, posto que, coisas erradas acontecem em todos os lugares.

O jornalista investigativo consegue estabelecer uma relação de confiança com a fonte quando age com empatia, quando ele se coloca no lugar da pessoa, demonstrando para sua fonte o entendimento da situação vivenciada. O repórter Juliano Abocater, de alguma forma mantém um vínculo com todas as pessoas que um dia repassaram informações para o mesmo, seja por e-mail, telefone ou endereço. Com a finalidade de que caso ele receba uma denuncia de algo que possa estar ocorrendo naquela localidade possa ter esta pessoa como referencia, como um ponto de início na coleta de informações acerca do fato. Durante as produções jornalísticas a relação com a fonte é estritamente profissional, sendo a informação o principal e único interesse.

REFERÊNCIAS

ABOCATER, J. Juliano ABocater: entrevista [agosto. 2012]. Entrevistador: J. F.Medeiros. São Paulo: TV TEM- SP, 2012. 1 cd de áudio.

BITTENCOURT, L. C. Manual de telejornalismo. São Paulo: Contexto, 1993.

CARVALHO, A. et al. Reportagem na TV: como fazer; como produzir; como editar. São Paulo: Contexto, 2010.

CÓDIGO DE ÉTICA DOS JORNALISTAS BRASILEIROS. Disponível em: <http://www.fenaj.org.br/federacao/cometica/codigo_de_etica_dos_jornalistas_brasileiros.pdf>. Acesso em: 17 setembro 2012.

KOVACK, B.; ROSENSTIEL, T. Os elementos do jornalismo: o que os jornalistas devem saber e o público exigir. São Paulo: Geração Editorial, 2003.

LAGE, N. A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística. Rio de Janeiro – São Paulo: Record, 2001.

LOPES, D. F.; PROENÇA, J. L. Jornalismo investigativo. São Paulo: Publisher Brasil, 2003.

SEQUEIRA, C. M. Jornalismo investigativo: o fato por trás da notícia. São Paulo: Summus Editorial, 2005.

Sites:

Matéria divulgada pelo Jornal Hoje, em 23 de fevereiro de 2011. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=uCCUtaLJVVo>. Acesso em: 09 setembro 2012.

Matéria divulgada pelo Programa Conexão Repórter, em 26 de abril de 2012. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=_XFdZp9UX_g>. Acesso em: 24 maio 2012.

Matéria divulgada pelo Programa Profissão Repórter, em 03 de abril de 2012. Disponível em: <http://globotv.globo.com/rede-globo/profissao-reporter/v/profissao-reporter-mostra-dor-da-familia-de-brasileiro-morto-na-australia/1885769/>. Acesso em: 25 maio 2012.

Matéria divulgada pela Rádio CBN, em 15 de março de 2012. Disponível em: <http://cbn.globoradio.globo.com/sao-paulo/2012/03/15/EXCLUSIVO-DIPLOMA-DE-ENSINO-MEDIO-PODE-SER-COMPRADO-POR-R-1300-NA-GRANDE-SAO-PAULO.htm>. Acesso em: 26 maio 2012.

Site da Federação Nacional dos Jornalistas. Disponível em: <http://www.fenaj.org.br> Acesso em: 14 setembro 2012.

Site Oficial da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Disponível em: <http://www.abraji.org.br>. Acesso em: 24 maio 2012.

[1] Estudante de Graduação 8º. período do Curso de Jornalismo da Unifev – Centro Universitário de Votuporanga, e-mail: medeiros.jf@hotmail.com

[2] Mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade de Marília. Especialista em Comunicação Midiática pela Unilago. Graduada em Jornalismo pela PUC - MG, e-mail: veralgrezende@gmail.com

[3] Matéria divulgada pela Rádio CBN, em 15 de março de 2012. <http://cbn.globoradio.globo.com/sao-paulo/2012/03/15/EXCLUSIVO-DIPLOMA-DE-ENSINO-MEDIO-PODE-SER-COMPRADO-POR-R-1300-NA-GRANDE-SAO-PAULO.htm> Acessado em 26 de maio de 2012.

[4] Matéria divulgada pelo Programa Conexão Repórter, em 26 de abril de 2012. <http://www.youtube.com/watch?v=_XFdZp9UX_g> Acessado em 24 de maio de 2012.

[5] Matéria divulgada pelo Programa Profissão Repórter, em 03 de abril de 2012. <http://globotv.globo.com/rede-globo/profissao-reporter/v/profissao-reporter-mostra-dor-da-familia-de-brasileiro-morto-na-australia/1885769/> Acessado em 25 de maio de 2012.

[6] Entrevista concedida pelo Repórter e Produtor Juliano Abocater, da TV TEM de São José do Rio Preto, no dia: 24/08/2012.

[7] Matéria divulgada pelo Jornal Hoje, TV Globo, em 23 de fevereiro de 2011. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=uCCUtaLJVVo> Acessado dia: 09/09/2012.

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