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O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade no contexto escolar

Luziana Assis Barbosa

  Conceitua-se o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), como um distúrbio biopsicossocial caracterizado por problemas relacionados com a falta de atenção e impulsividade. Está relacionado também aos desajustes dos neurotransmissores reguladores de atividades e dos mecanismos da atenção e concentração. O distúrbio é caracterizado por comportamentos crônicos com duração de no mínimo 6 meses, e que se instalam definitivamente antes dos 7 anos de idade, mas na maioria dos casos será diagnosticado na fase escolar. É um problema comumente visto em crianças e se dá principalmente pela falta de atenção, de concentração, além da agitação fora do comum; todos esses sintomas devem interferir significativamente na vida social e nas atividades da criança, para assim caracterizar-se como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Geralmente o transtorno é diagnosticado pela primeira vez durante as séries iniciais, quando o comportamento e o rendimento escolar estão comprometidos. O tratamento pode ser feito através de medicamentos como psico-estimulantes específicos para o sistema nervoso central, alguns antidepressivos e outras medicações. Este trabalho visa através da pesquisa bibliográfica apresentar reflexões e questionamentos sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade no contexto escolar, considerando a importância do educador frente a um aluno portador do transtorno. Pode-se observar que nos casos de ocorrência do TDAH, o educador deve estar apto a perceber e saber lidar com os sintomas, afinal na escola será cobrado da criança um maior nível de atenção e também de concentração. O papel do educador torna-se ainda mais importante quando é preciso levar ao conhecimento da família, essa situação. Surge um importante questionamento: os professores estão aptos a lidar com esse tipo de problema? Cabe a cada um analisar de modo geral o nível de capacitação dos professores bem como a necessidade de investir na fundamentação acerca deste transtorno. Ao contrário do que pode parecer, esse não é um problema tão simples, pois se não houver da parte do educador capacidade para orientar e aconselhar a família, ou até mesmo para trabalhar com esse aluno, poderá haver sérias consequências para essa criança, como por exemplo, essa crescer estigmatizada como a “bagunceira da turma” ou “o terror dos professores”. Além disso, para que não fique com o desenvolvimento social e escolar prejudicado, e futuramente não se torne um adulto com desvio de conduta, propensão ao uso de drogas e até alterações de humor e depressão, faz-se necessário o diagnóstico por uma equipe multiprofissional. Aliado ao apoio da família e maior atenção por parte doas educadores, é muito importante também o tratamento adequado. Deste modo conclui-se que para melhor desenvolvimento da criança é preciso que os educadores estejam aptos a perceberem sinais de qualquer um dos sintomas, e a estabelecerem com os pais uma boa relação, para que assim possam juntos encaminhar a criança, visando proporcionar um melhor desenvolvimento social e educacional.

 

Palavras-Chave: TDAH. Contexto Escolar. Capacitação. Escola. Criança.

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