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Os quilombolas

Ronaldo-de-souza-castro'>Ronaldo de Souza Castro

  Durante o período colonial do Brasil na tentativa de se produzir algo que desse lucro aos portugueses utilizou a mão de obra escrava para implantar a primeira forma de exploração econômica em sua colônia. Como era comum nesse período, a produção nas colônias baseavam-se num sistema de plantation, meio pelo que se caracterizava pela monocultura, mãos de obra escrava e produção para a exportação. Nesse sentido, os portugueses implantaram esse sistema em suas terras conquistadas na América e assim passaram a chegar as primeira levas de escravos vindos da África para trabalhar na produção da cana de açúcar.

  Portanto, por uma série de fatores com a "inferioridade" do povo africano em relação a sociedade européia e especialmente as questões culturais e religiosas contribuíram para a forma como eram tratados por seus senhores logo que chegavam a suas fazendas. Contudo, formas de resistências foram muitas as mais comuns eram o aborto provocado, suicídio, emboscadas aos senhores e capangas, o sincretismo religioso que ocorria quando eram proibidos de praticarem seus credos religiosos suas culturas na qual eles encontraram formas alternativas de fazê-las sem chamar a atenção de seus senhores como por exemplo celebrarem o culto aos seus santos juntamente como os santos cultuados pela Igreja Católica como é o caso de Emanjar com nossa senhora da conceição, são Jorge com Ogum e assim por diante mas a mais importante forma de resistência foi a formação de quilombos para onde rumavam todos aqueles escravos que conseguiam fugir de suas senzalas.

  Hoje a resistência é outra, em pleno século XXI, os quilombos que resistiram ao longo desses quatro séculos, sofrem muito ainda com o preconceito, sejam eles religiosos, por seus rituais estarem associados a magia negra, seja por sua pele mais escura, seja por sua cultura, suas danças. O governo federal reconheceu as comunidades quilombolas através da lei LEI Nº 7.575, de 2006, as comunidades quilombolas lhe resguardando alguns direitos como acesso aos programas sociais e ao crédito para a agricultura familiar. Essas ações corrigem alguns pontos, mais não há um programa ainda que dê ao quilombola a dignidade de não sofrer a agressão do preconceito social. Neste sentido, me proponho a estudar estas comunidades quilombolas na tentativa de encontrar soluções desses problemas.

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