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Uma esperança de vida para a iraniana Sakineh Ashtiani

Roberto Ramalho

Roberto Ramalho é Advogado, Jornalista, Relações Públicas e estudioso de assuntos políticos e jurídicos

  Finalmente uma entidade importante como a Igreja católica intervém de forma diplomática para salvar a iraniana acusada pelo regime neo-fascista islâmico de ter praticado adultério por ter tido relações sexuais com dois homens após ficar viúva.

  Oxalá que se apressem para que o fato não se consuma antes das providências tomadas pelo vaticano. É importante frisar que as igrejas não devem somente servir para oração, e sim também para melhorar a vida das pessoas na Terra, com atitudes dignas das pregações de Nosso Senhor Jesus Cristo.

  Em sua primeira manifestação pública sobre o caso da iraniana Sakineh, o Vaticano classifica o apedrejamento como uma forma de punição capital particularmente brutal.

  Falando às Agências Internacionais o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse neste domingo, 5 de setembro, que a Igreja Católica se opõe à pena de morte de forma geral. Sakineh é a viúva condenada de adultério. O filho dela, Sajad, disse para uma agência de notícias italiana que estava apelando ao papa para interceder com objetivo de interromper a execução.

  A declaração, feita pelo padre Federico Lombardi, diretor do serviço de imprensa do Vaticano, surge dois dias depois que familiares e o advogado dela, Ashtiani, terem denunciado que a iraniana foi recentemente condenada a uma nova sentença de 99 chicotadas por ter alegadamente permitido a publicação de uma fotografia em que não envergava o lenço islâmico.

  "A Santa Sé segue o assunto com atenção e empenho", confirmou Lombardi, ao ser questionado pelos jornalistas das principais Agências Internacionais. Segundo ele "A posição da Igreja, que se opõe à pena de morte, é conhecida", afirmando ainda que ainda, que a forma de intervir do Vaticano "sobre as questões humanitárias" é "sempre realizada pelos canais diplomáticos, junto das autoridades dos países envolvidos diretamente nas questões e não publicamente".

  Sakineh Ashtiani, de 43 anos de idade, foi condenada originalmente por adultério, em 2006, tendo então sido submetida a 99 chicotadas. No entanto, dois anos mais tarde, um outro tribunal, durante a análise de um outro caso, a sentenciou à lapidação (apedrejamento), mantendo porém sempre a sua inocência sobre esse novo fato.

  Contudo, agora resta saber se o governo iraniano voltará atrás na questão ou executará a pena de morte da iraniana por enforcamento.

   As principais acusações que pesam contra ela são:

  A justiça iraniana ter-lhe condenado pelo assassinato de seu marido em 2006, como cúmplice do homicídio que supostamente teria sido praticado por um primo de seu ex-companheiro e:

De ter cometido adultério com dois homens meses depois.

  O governo iraniano comandado por Ahmadinejah afirma que os países do Ocidente usa o caso de Sakineh para atacar seu país, envolvido em polêmicas relacionadas aos direitos humanos.

  Por conta disso entidades de direitos humanos espalhadas em todo o mundo manifestam total repúdio ao apedrejamento.

  Por essa razão, devido a pressão internacional o Irã foi forçado a adiar a sentença e transformar a pena de apedrejamento por adultério em enforcamento por homicídio.

  O Brasil se envolveu diretamente na questão quando o presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva afirmou que poderia abrigar Sakineh o que terminou revoltando o governo iraniano apesar da amizade entre os dois países e do próprio Lula com Mahmoud Ahmadinejad.

  Em razão disso a resposta do governo iraniano foi a de que Lula estava mal informado sobre o caso e negou alguns dias depois a liberação da iraniana para o Brasil.

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