Resenha: Annotary, o bookmarking social de grifos

A internet é boa para o seu conforto. Ao menos me serviu para encontrar alguém mais sistemático que eu. Passei o feriado tentando formatar o meu processo de leitura (imagine) e encontrei um artigo de um tal de Kevin Eagan. Com ele superei toda minha vergonha de ter passado o feriado reaprendendo a ler, ou melhor, tentando entender um pouco mais sobre como administrar a marginália digital. Afinal, como ler, grifar, anotar, recortar, colecionar, organizar e carregar conteúdo digital escrito?

Sim, escrito. É bom que se diga porque, na profusão de imagens da web, ler ficou mais raro. Desculpem-me os jovens, mas ainda não estou pronto para o mundo do social bookmarking. Uma rede serve para imagens, outra para links e por aí vai. Até que hoje me deparei com um social bookmarking de grifos (Annotary). Ou seja, é um microblog que você não escreve nada - ou não precisa escrever porque basta grifar alguma coisa na página dos outros. O usuário compartilha uma fração do texto alheio. Por falar em decínio do texto, este é o link (em inglês):


Minha opinião não importa muito, pois achei o Twitter uma bobagem quando vi pela primeira vez. Depois me rendi e reconheço que é fabuloso porque organiza pessoas em torno de assuntos de forma muito dinâmica. Aliás, tudo que organiza pessoas em torno de conteúdo parece interessante, por mais fragmentado que seja. Até mesmo listas, rankings ou qualquer seleção feita por pessoas com as quais você se identifica de algum forma tem valor.

A maior prova disso é o Facebook: por gostar tanto da pessoa, você termina tendo interesse em qualquer coisa postada por ela. Bem, não quero aqui dividir com você minhas primeiras impressões do mundo digital. Escrevo apenas para dizer que me pareceu muito sem sentido um bookmarking social cujo objeto é um grifo (Annotary), ainda que tenha a possibilidade de estar associada a uma nota.

De outro lado, em termos de tecnologia é algo muito curioso. Até então eu desconhecia qualquer ferramenta capaz de mostrar a página selecionada em seu estado original, mantendo sobre ela uma camada de anotações. Isso é realmente fantástico e seria muito bom que existisse uma comunidade voltada a comentar as páginas das leis brasileiras. Infelizmente, penso que a chance de que isso venha acontecer é mínima.

Seja como for, existe agora uma solução para quem quer tomar notas em cima de uma página em sua formatação original. Para todas as outras existe o Evernote. O problema parece ser que o Evernote optou por não permitir a criação de notas dentro de notas, sendo que qualquer documento é tratado como se fosse uma nota ele mesmo. Daí o nome. Aliás, terminei não dizendo como faço minha leitura. O assunto é complicado e merece um outro post, ou melhor, vários.

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