Vade Mecum 2013 no iPhone: faça o seu

Já mostrei aqui como organizar seu Vade Mecum por meio de e-books (caso queira o máximo de portabilidade). Já mostrei também como fazer o mesmo por meio de arquivos em pdf (caso queira usar seu desktop, tomar notas, grifar, etc). A última solução que apresento agora é uma saída ainda mais fácil, dentro das limitações impostas pela navegação em dispositivos móveis. Vou usar um iPhone para mostrar como você pode organizar suas leis para leitura off-line.


O navegador nativo do iPhone (Safari) tem uma opção para ler depois tudo o que você adicionar à "lista de leitura". Os favoritos, aos quais estamos bem acostumados, apenas gravam um endereço a ser futuramente carregado. Já a lista de leitura baixa para o seu telefone o conteúdo das páginas adicionadas. É justamente isso que você precisa para organizar seu Vade Mecum. Aliás, tal rotina serve para qualquer site, de modo que você poderá ler uma seleção de páginas no avião, no metrô, etc.

As ferramentas para ler depois (read later) são muito controversas porque geralmente trazem embutidas no mesmo aplicativo a função de tirar os anúncios. Isso acende uma discussão severa em várias frentes: alguns dizem que isso implicaria prejuízo para os autores e outros pensam que isso seria uma violação ao próprio direito autoral. Assim, as grandes empresas tendem a ofertar soluções relativamente conservadoras quando se trata de ferramenta voltada a ler depois o que você encontrou pela internet.

Nessa linha, o Safari (da Apple) nem sempre vai permitir a limpeza da página que você salvou. E quando permite, não deixa que você exporte integralmente seu conteúdo para um pdf. Da mesma forma, o Evernote (que é uma espécie de Dropbox para notas) exibe a formatação original do conteúdo e é apenas isso. Outras empresas mais centradas em viver de anúncio, como é o caso do Google, dificilmente estimularão a modificação das páginas salvas, a não se que seja em seu próprio interesse. Isso é uma longa discussão e que não nos interessa agora, até porque estamos falando de conteúdo aberto. Você não tem nenhum anúncio a retirar das leis. O que você deseja é que ela seja apenas mais legível e portável.

O Safari permite o clipping de conteúdo e sua leitura off-line no seu dispositivo móvel, assim como o Evernote. A diferenças consistem em que o Safari é um navegador mobile (gratuito), enquanto o Evernote é um aplicativo (pago). Assim, se por algum motivo, o Safari não for uma boa solução para você, considere o Evernote. Ambos são igualmente satisfatórios na busca de palavras dentro da lei e praticamente não comportam edição do material. O Evernote permite apenas grifar o texto quando a leitura é feita pelo desktop.

Os navegadores, como o Safari, tendem a uma organização precária dos favoritos e da lista para ler depois, que nada mais são que favoritos off-line. Fica a impressão que tal lista deve ser apagada depois de lida. É tudo bastante descartável e tende a funcionar melhor no iPhone do que em outras plataformas. Os aplicativos, como o Evernote, tendem a possibilitar uma organização melhor e mais permanente do seu conteúdo. Isso tem um preço, mas que não precisa ser pago caso você já não seja usuário do Evernote.

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