II - Maquiavel

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[+2] 
Augusto Sticca 07/09/09 às 20h09

Questão 2

Sr. Governador

               Devido a suas solicitações em ler o clássico político “O Príncipe” de Nicolau Maquiavel com o fim de obter informações úteis à sua candidatura a reeleição do estado, procurei salientar quatro aspectos descritos na obra com o fim de auxiliá-lo não somente em sua campanha, como em seu futuro governo:

                1. Maquiavel afirma que as dificuldades são menores para um governador que já estava no poder desde que consiga manter o apoio popular através do respeito a seus costumes, isso, para se evitar o clima de hostilidade contra o governante e se assegurar o poder. Pode-se ver que esse importante raciocínio do florentino permanece muito útil, senhor governador; tome como exemplo as eleições presidenciais no Brasil em que, por duas vezes consecutivas, houve reeleições; vê-se que o povo não troca o “certo” pelo “duvidoso” desde que aquele lhe apraza. O apoio popular permanece como fundamento para um governo estável, é necessário ter o povo como amigo para que, quando “os grandes” (ou seja, Políticos da oposição) tentarem derrubá-lo de sua posição de notabilidade política, não lhe dê crédito.

               2. Ainda assim, o senhor não deve se limitar a fazer somente aquilo que alegrará a população, deve-se saber tomar atitudes que talvez não produzam afetos ao seu governo, contudo sejam necessárias, ou seja, não ser bom quando for preciso. No caso de uma necessidade de aumento de impostos, por exemplo, a população não se fará contentada, contudo, para que o senhor consiga manter a ordem, é necessário que se aja.

               3. Ainda neste raciocínio, não se deve cumprir as promessas feitas em campanha eleitoral se já não seja mais propício executá-las. É necessário entender, governador, que as prioridades mudam com o tempo e que executar promessas pode ser mais prejudicial ao seu governo do que faltar com sua palavra.

               4. Um último detalhe, senhor governador, é que Maquiavel afirma que metade de nossas ações cabe à sorte e a outra metade às nossas virtudes. Portanto, é necessário que o senhor procure mostrar-se como um homem politicamente valoroso, ainda que o senhor creia não ter certas qualidades políticas, é necessário que o senhor mostre tê-las com segurança a fim de ser tão ágil como uma raposa aos anseios da população, quanto temido como um leão aos opositores que lhe desejam destituir do cargo.

Respeitosamente

                             Augusto C. Sticca

[+2] 
Sarah Martin Moreira Marques 07/09/09 às 21h09

Questão 2

Senhor governador,

 

Agradeço desde já a oportunidade que me foi dada para lhe auxiliar nesse caminho rumo à reeleição.

Como me foi solicitado, reeli a obra de Maquiavel “O Príncipe”, a fim de buscar nela alguns conselhos que nos seria útil seguir, assim como aqueles que devemos evitar.

Por se tratar de épocas muitas diferentes no que concerne à política, devemos ter bastante atenção na análise desses conselhos dados por Maquiavel.

O primeiro ponto que gostaria de salientar aqui se refere à utilização de métodos violentos por parte do governante. Para Maquiavel, a utilização desses métodos é condenável se for empregado para interesses individuais. O individualismo, para ele, representa o fim da ordem. Romper com a ordem significa ameaça à coletividade. Acredito que esse é um dos pontos que não se aplica ao contexto individual. Primeiramente, porque o emprego da violência, em geral, não é aceita mesmo quando se trata de defender interesses coletivos. Ou seja, hoje em dia, o emprego de métodos considerados violentos deve ser evitado não só quando se trata de defender interesses individuais, como afirmava Maquiavel, mas em todos os contextos sociais.

Um ponto importante para lhe auxiliar nessa campanha para a reeleição são os apoios e investimentos que receberá. Concordo com Maquiavel que é de suma importância o apoio destes na sua campanha, entretanto, o senhor deve evitar utilizá-los como ferramenta fundamental para chegar ao poder, pois depois torna-se muito difícil manter-se sem o apoio deles. E pode tornar-se perigoso governar com interesses que podem ser tão contraditórios.

Outro conselho de Maquiavel que devemos seguir se refere à relação entre povo e governante. Embora ele admita existir um constante conflito de interesses entre estes, é fundamental que o senhor estabeleça com o povo uma sólida relação de confiança. Pois, dispondo do apoio e confiança deste, o senhor não terá o que temer em momentos de adversidade. “Um príncipe deve dar pouca importância às conspirações se o povo lhe é benévolo; mas quando este lhe seja adverso e o tenha em ódio, deve temer tudo e a todos.”

Uma outra questão à qual o senhor deve se atentar é a escolha de seus companheiros de trabalho. “Não é de pouca importância para um príncipe a escolha dos ministros, os quais são bons ou não, segundo a prudência daquele. E a primeira conjetura que se faz da inteligência de um senhor resulta da observação dos homens que o cercam...”. É de extrema importância que o senhor governador saiba com quem trabalharás, pois serão eles que lhe auxiliarão para que o novo mandato se suceda da melhor maneira possível.

Como Maquiavel já dizia há menos dificuldades para aqueles que exercem o mandato pela segunda vez do que àqueles que acabam de chegar ao poder. Para isso, senhor governador, aconselho que o senhor mantenha o povo ao seu lado e siga os conselhos de Maquiavel que aqui citei.

 

Grata pela atenção,

 

Sarah Martin

[+3] 
Didier Röhe 07/09/09 às 21h09

Questão 1

Primeiramente na visão de Pico, as autoridades políticas devem ser pessoas virtuosas pois, por meio do uso da razão, devem se igualar aos anjos, serem "puros" para que mereçam a Salvação de Deus. Essa explicação embora prime pela razão baseia-se em argumentos teológicos, reflexo da corrente de pensamento Humanista, época em que viveu Pico. Maquiavel, por sua vez, viveu em uma época na qual os argumentos já se encaminhavam para um discurso mais puramente racional-secular. Para tal, escreve "O Príncipe" de uma forma mais "desvinculada" da moral cristã vigente, muito embora o próprio Maquiavel não ouse criticar e/ou escrever sobre os "principados eclesiásticos" se limitando a dizer que "como tais Estados respondem a razões superiores que a mente humana não tem acesso, não discorrerei sobre eles; sendo mantidos e abençoados por Deus, só um tolo, ou um presunçoso, os discutiria."A virtú (ou virtude) seria então para Maquiavel a qualidade que faz com que um príncipe se perpetue no poder, ou utilizando os conceitos maquiavélicos, virtú seria como os instrumentos com os quais o príncipe molda sua fortuna, na medida em que tendo ou não sorte, formula estratégias para perpetuar a sua regência. Dessa forma, o político virtuoso sob a ótica maquiavélica não é aquele que se compara aos querubins - podendo até ser compreendido como um ser ético, não-pecador - como aponta Pico, mas aquele que em sua maestria se mostra eficiente na arte política e portanto, se prova capaz de se tornar um governante legítimo.
[+1] 
Mariana Bontempo Sidersky 07/09/09 às 22h09

Questão 2

Escrevi esse tratado a partir de um pedido do Senhor Governador e espero que lhe seja de muita utilidade. Tento aqui fazer uma análise que nos possibilite perceber o que essa obra de mais de 500 anos tem de atual que ainda pode ser aplicado, e aquilo que pela passagem do tempo se tornou ultrapassado.

-Para um príncipe ser bem estimado ele precisa fazer grandes ações e “acima de tudo, um príncipe deve esmerar-se para oferecer de si, em cada gesto seu, a idéia de um homem com grandeza e excele no pensar” (Maquiavel, pg. 127), “Além disso, nos períodos mais propícios do ano, ele deverá recrear a população com  festas e espetáculos” (Maquiavel, pg. 131). Essas atitudes são especialmente importantes para os políticos atuais pois esses precisam ter uma imagem muito boa para se reelegerem. Mas se precisas fazer, pelo bem do seu estado, algo pelo qual possa ser taxado de ruim, deves seguir o conselho de Maquiavel e fazê-lo mas  tenha muito cuidado pois os prícipes de hoje dependem muito mais de suas reputações que os antigos príncipes. No tempo de Maquiavel os governantes não tinham que se preocupar com a “accountability” (prestação de contas). Nos governos atuais é necessário que o governante regularmente explique às instâncias controladoras e seus representados o que anda fazendo, como faz, por que faz, quanto gasta e o que vai fazer a seguir, e na época de Maquiavel o príncipes não tinham essa preocupação, podiam tomar suas decisões e seu atos sem ter que dizer nada a ninguém. Reitero assim meu alerta: tenha consciência que estás sendo observado bem mais de perto do que os príncipes na época de Maquiavel eram observados.

-Aceite o conselho de Maquiavel quando ele diz que um príncipe deve ter parcimônia e assim será capaz de patrocinar o que for de necessário para seu estado sem “espoliar os seus súditos” (Maquiavel, pg. 92).

- Maquiavel começa o livro definindo o Estado: “todos os governos que tiveram e têm autoridade sobre os homens, foram e são ou repúblicas ou principados”( Maquiavel,pg. 5). Como governador de um estado contemporâneo, não acredito que seja recomendável basear seus atos nessa classificação. Na época de Maquiavel esses dois tipos de governos eram os principais, mas hoje a nossa democracia representativa não entra no conceito maquiavélico de república e os principados são tão comuns e ainda existem aqueles modelos de governo que não se parecem em nada com os dois conceitos, como os regimes comunistas.

 

- Mas deves dar ouvidos a Maquiavel quando ele explica seus conceitos de virtú e fortuna. “Dado que este evento da passagem de homem (no sentido privado) a príncipe pressupõe que este possua méritos (virtú) ou muito sorte (fortuna) ” (Maquiavel, pg. 30). Ao contrário da maioria dos autores que o precederam, Maquiavel acredita que um homem pode moldar o seu destino através da virtude, embora possa também depender da sorte. “Sem esta ocasião, suas virtudes espirituais ter-se-iam perdido, e, sem essas virtudes, a ocasião haveria sido vã.” (Maquiavel, pg. 31).

 

- Ele também acreditava que um governante poderia (ou deveria) confiar a administração civil à outros e concentrar totalmente em suas mão todos os negócios da guerra. “Deve, pois, um príncipe não ter outro objetivo nem outro pensamento, nem tomar qualquer outra coisa por fazer, senão a guerra e a sua organização e disciplina, pois que é essa a única arte que compete a quem comanda.” (Maquiavel, pg. 82). Mas seguir esse conselho não lhe traria benefícios, pois os governadores atuais são os que devem realmente se preocupar com a administração civil. Hoje, a guerra não tem a mesma forma que tinha a mesma forma que tinha na Península Itálica no final do século XV.

 

- Um conceito que é citado continuamente por Maquiavel e não deverias tomar como farol para tuas ações é o modo que ele acredita que seja a natureza humana. “Pode-se dizer isto, em termos gerais, a propósito dos homens, que eles são ingratos, inconstantes, fingidores e impostores, covardes e gananciosos” (Maquiavel, pg. 68). Para Maquiavel a natureza humana é má e também não se alteraria ao longo da história, mas essa visão não é um consenso entre os cientistas sociais contemporâneos. Para o antropólogo Clifford Geertz as ações humanas não são definidas unicamente pela sua natureza estando essas ações ligadas intimamente às instituições sociais. “O homem não pode ser definido nem apenas por suas habilidades inatas, como fazia o iluminismo, nem apenas por seu comportamento real, como o faz grande parte da ciência social contemporânea, mas sim pelo elo entre eles,  pela forma em que o primeiro é transformado no segundo, suas potencialidades genéricas focalizadas em suas atuações específicas. É na carreira do homem, em seu curso característico, que podemos discernir, embora difusamente, sua natureza e apesar de a cultura ser apenas um elemento na determinação desse curso, ela não é o menos importante. Assim como a cultura nos modelou como uma espécie única — e sem dúvida ainda nos está modelando — assim também ela nos modela como indivíduos separados. É isso o que temos realmente em comum — nem um ser subcultural imutável, nem  um consenso de cruzamento cultural estabelecido." (GEERTZ,C. O Impacto do conceito de cultura sobre o conceito de homem, 1989, p. 37-38).

Perdoe-me senhor se deixei algo de fora mas espero que esse tratado lhe seja muito útil.

[0] 
Caio Cesar Paccola Jacon 08/09/09 às 00h09

II

Exmo. Sr. Governador,

 

 

A leitura e entendimento da obra “O Príncipe” de Nicolau Maquiavel revela-se-nos extremamente pertinente ao exercício e manutenção do poder, e o interesse de V. Ex.ª em conhecer seus postulados demonstram que ao menos em parte já está alinhado ao pensamento trazido pelo texto, pois demonstra seu empenho em, com o exercício da virtù, controlar a ocasionalidade da fortuna.

 

Comecemos, portanto, a avaliar a relação entre fortuna e virtù abordada pelo autor. V. Ex.ª achará interessante a analogia que se faz da fortuna com “um destes rios torrentosos que, em sua fúria, inundam os plainos” e “assolam as árvores e as construções”, e da virtù com a construção preventiva de diques e barragens. Assim, a construção destes visaria a fazer com que as águas de uma cheia escoassem por um canal ou que o seu ímpeto não fosse “nem tão incontrolável, nem tão avassalador” [1]. Trazendo o raciocínio inerente a essa analogia à sua realidade, poderíamos dizer que, como político que intenta permanecer no poder, V. Ex.ª deve construir “diques e barragens” consistentes para manter suas imagem e candidatura protegidas de quaisquer distúrbios trazidos pelo azar. Deverá, então, para manter a fortuna submissa, “batê-la e maltratá-la” [2]. Dessa forma, V. Ex.ª mostrar-se-á aos seus votantes como pessoa virtuosa para o exercício da política.

 

Tamanha destreza, sem embargo, pode gerar tanto amor quanto temor no povo. Maquiavel também abordará essa questão, fazendo uma análise sobre se vale mais ao príncipe (governante) ser amado ou temido. Todavia, os tempos do autor eram outros, e por então ele concluirá que mais valia ser temido a ser amado, visto a dificuldade em se conciliarem ambos. Afirmar-se-á para justificá-lo que “os homens prezam segundo a sua vontade e temem segundo a vontade do príncipe”, e o príncipe prudente deve fundar-se “naquilo que respeita ao seu arbítrio, não no que respeita ao arbítrio de outrem” [3]. Hodiernamente essas últimas frases ainda guardam em si certo sentido, porquanto quando um político amado deixa de agir conforme os caprichos do povo, logo ele perde seu apoio. É, pois, ainda necessário ao político ter sua autoridade temida, para que suas decisões sejam respeitadas pelos que a elas devem estar submetidos. Contudo, hoje esse “temor” mais deveria ser entendido como sentimento respeitoso do que como medo, e é também indispensável que haja juntamente a ele a estima pelo político. O nosso contexto democrático exige dos que pretendam exercer algum poder político que consigam ser estimados pelos seus eleitores para que possam chegar ao poder, e uma vez lá, que consigam mantê-lo para lá permanecerem. Porém é também essencial que o político apresente-se ao povo como uma autoridade venerável e temível para que suas ações sejam sempre respeitadas.

 

O fato de o amor ao político ser hoje algo indispensável também se poderia explicar pelo próprio texto de Maquiavel. Sendo o “príncipe” contemporâneo eleito pelo favor do povo, é essencial que aquele esteja sempre ao lado deste, como se lê em “O Príncipe”: “um homem que eleva-se à condição de príncipe mediante o favor do povo deve a este manter-se aliado” [4]; “a um príncipe é necessário ter o povo a seu lado” [5]. Em vista disso, é mister a V. Ex.ª entender a necessidade de se fazer querido pelo povo e de tê-lo sempre apoiando-o, sem esquecer que é também necessário fazer-se respeitar por ele.

 

Novamente tendo em mente a necessidade de ser estimado pelo povo, e tendo em mente o contexto democrático e, portanto, limitador das ações pessoais dos governantes, em que nos encontramos, ficam evidentes os conselhos de Maquiavel que não devem ser seguidos pelos “príncipes” atuais. Fora os obviamente impossíveis de serem seguidos atualmente, como as atitudes tomadas pelo Duque Francesco Sforza “para o bem do seu nascente principado” citadas por Maquiavel em sua obra [6], também podemos citar aquelas recomendações que hoje feririam gravemente a imagem do político e que, dessa forma, mantê-lo-iam afastados da vida pública, como seria o caso do emprego das “crueldades proveitosas” e das “violências necessárias” [7].

 

Por fim, espero ter podido apresentar a V. Ex.ª os aspectos mais relevantes da obra “O Príncipe” no que concerne ao exercício da política contemporânea, esperando assim poder tê-lo ajudado a estruturar suas estratégias de candidatura. Relembro-o, então, da necessidade do uso da virtù no controle da fortuna, de forma que V. Ex.ª aja sempre a solidificar sua campanha prevenindo-a contra quaisquer imprevistos, e também da obrigação que se lhe impõe de criar com seu povo eleitor uma relação de estima e temor. Seguindo tais indicações, não me restam dúvidas de que V. Ex.ª disporá de diversas vantagens em relação a seus adversários nessa eleição por vir.

 

 

Cordialmente,

 

 

Caio Jacon

 

 

1. MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. L&PM Editores, 2009. p. 120-121.

 

2. Ibidem, p. 124.

 

3. Ibidem, p. 83.

 

4. Ibidem, p. 47.

 

5. Ibidem, p. 47

 

6. Ibidem, p. 37

 

7. Ibidem, p. 43-44

 

 

[0] 
Laura Mourão Santana 08/09/09 às 02h09

Questã 1

 

Após ler as obras de Pico e Maquiavel, fica claro que, na visão de ambos, a virtude é necessária para que qualquer autoridade política possa governar bem; o que acontece, porém, é que eles provavelmente discordariam sobre o que é governar bem e o que é governar mal. Para Maquiavel, um bom governante precisa saber se manter no poder; assim, a virtude ( virtù ) é necessária, como  explicou o Didier, para que o governante consiga manter-se governando; enquanto que, para Pico, esta é necessaria para mantê-lo mais perto de Deus e mais longe das coisas mundanas, ou seja, para Pico, um bom líder tem que ser virtuoso para conseguir que  seu reino fique cada vez mais próximo do reino dos céus.

Partindo daí, podemos pegar aquela ideia de “os fins justificam os meios”, normalmente associada à obra de Maquiavel, e perceber como esta não se aplica às idéias de Pico, pois, para este, o Fim – chegar mais próximo do reino de Deus – está intimamente ligado com o meio – ser uma pessa digna, que governa segundo a moral e a ética; na verdade, para este, os meios são quase tão importantes quanto o fim.

Pode-se também fazer um paralelo com o que Max Weber diz, em “A Política Como Vocação”  ( páginas 114 a 120 ), sobre ética de convicção e ética de responsabilidade; a primeira se refere à pessoas que agem sempre de acordo com a moral e os bons costumes, independente da situação, já a segunda se refere à pessas que agem pensando na consequência final de seus atos e, portanto, podem fugir à moral, contanto que seja para alcançar seu objetivo final. Poderíamos dizer que, para Pico, um político virtuoso agiria segundo a ética de convicção, ao passo que, para Maquiavel, ele agiria segundo a ética de responsabilidade.

[0] 

Para Laura

Laura, muito bom seu paralelo com Max weber, afinal relacionar as obras lidas com outros autores com os quais já se teve contato, demonstra que você realmente fez uma reflexão, apesar que houve alguns pontos que poderiam ser melhorados, como no caso em que você diz que a virtude para Maquiavel teria o fim de se manter no governo, sendo que ela também pode servir para se atingir o poder. É porque às vezes falamos um ponto, mas é que não fazer certas observações parece com que outras faces desse ponto não existissem, além do que não ficou claro para mim o que seria a virtude no seu texto. E em relação ao Pico, diferente do que foi dito é importante também que haja virtude na vida mundana. Dessa maneira, venho a te alertar, porque você fez o mais difícil que era o paralelo com outros autores, algo além, faltou atenção nesses pontos para que ficasse muito bom seu trabalho.
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