Contexto histórico

Rousseau escreve durante o século XVIII, o chamado “século das luzes”. Nessa época, a Europa vivia lutas sociais, assistia o desenvolvimento da burguesia e o estímulo à crença na racionalidade baseada nas concepções cartesianas.

Na França, o Iluminismo – instrumento teórico de que se valeu a burguesia para questionar o poder dos reis absolutistas – contou com três grandes nomes: Voltaire, Montesquieu e Rousseau, Os dois primeiros propunham transformações moderadas, enquanto o último sugeria transformações radicais.

No campo da economia, duas principais correntes desenvolveram-se no período: a fisiocracia, cujos princípios estiveram em voga no final do século XVIII, e o liberalismo, que logo passou a ser aceito universalmente como “verdade” econômica. A escola econômica fisiocrata, da qual é famosa a expressão Laissez faire, laissez passer, le monde va de lui même (“Deixe fazer, deixe passar, o mundo vai por si mesmo”), rejeitava o metalismo e acreditava ser a terra a única fonte de riqueza. O comércio e a atividade manufatureira seriam apenas meios de fazer circular a riqueza. Os principais nomes dessa escola foram Guesnay, Gournay e Turgot.

Por sua vez, o liberalismo econômico – cartilha do capitalismo liberal – fundava-se nas idéias do britânico Adam Smith, considerado o pai da economia como ciência, e afirmava ser o trabalho a única fonte de riqueza.

Por último, o despotismo esclarecido consistiu no assessoramento de diversos reis absolutistas europeus por seus ministros “esclarecidos”, possibilitando a realização de reformas de cunho iluminista, de forma a atenuar as tensões entre monarcas e burguesia. As reformas enfatizaram o aspecto econômico, mas também estimularam a cultura, as artes e a filosofia.

Os reis franceses, entretanto, permaneceram irredutíveis a qualquer tentativa de reforma, culminando no rompimento da ordem vigente com a revolução burguesa iniciada em 1789. O sucesso da Revolução Francesa e da independência dos Estados Unidos fizeram com que as idéias iluministas deixassem de ser meras propostas e passassem a fundamentar o sistema conhecido como liberalismo político, que iria se consolidar em grande parte do Ocidente a partir do início do século XIX.

 

 

Bibliografia

Vicentino, C.; Dorigo, G. História Geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2008.

Bell, J. História do Pensamento Econômico. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.

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