Biografia

Seu nome original é Thomas More, mas, devido à influência do catolicismo em sua vida, criou-se uma variante latina - Thomas Morus - para o autor. Como se verá nesta página, More foi estadista, dilpomata, escritor, pensador, filósofo, homem-de-leis (advogado), jurista, chanceler do Rei, além de ter ocupado diversos cargos públicos.

Cronologia:

-1478: nasceu a 7 de fevereiro em Londres Thomas More, filho de Sir John More, nomeado cavaleiro (Knight) por Eduardo IV e membro do Banco de Juízes da Corte Inglesa, e de Agnes Graunger;

-1493: virou pajem do cardeal John Morton, da Cantuária;

-1497: seguiu para Oxford, onde ficou por dois anos, a fim de terminar seus estudos sobre Lógica e Latim. É em Oxford que More conheceu o filósofo e teólogo Desiderius Erasmo, o Erasmo de Rotterdã, de quem foi grande amigo e discípulo

-1504: entrou para a Câmara dos Comuns, da qual foi eleito Speaker (orador) e onde ganhou notoriedade como parlamentar atuante e combativo;

-1505: casou-se com Jane Colt, com quem teve 4 filhos - Margareth, Elizabeth, Cecily e John - e de quem se tornou viúvo 6 anos mais tarde;

-1510: nomeado Under-Sheriff de Londres;

-1511: viúvo, More se casou, pela segunda vez, com Lady Alice Midleton. Ainda no mesmo ano, tornou-se juiz-membro da Comission of Peace;

-1516: publicou "A Utopia";

-1520: entrou para a Corte de Henrique VIII, no trono desde 1509, exercendo o cargo de embaixador do Rei em vários lugares;

-1521: nomeado cavaleiro (Knight) pelo rei;

-1529: alçado à Chancelaria do Reino, cargo que ocupa por três anos, em substituição a Thomas Wolsey, arcebispo de York, que não lograra atender aos anseios do soberano de se divorciar oficialmente de Catarina de Aragão;

Henrique VIII prometera, antes de ele aceitar o cargo, não pedir nada que contrariasse a "consciência" de More. No entanto, após apossado, More mostrava tristeza e aversão a seus "negócios de príncipe" e dizia que "não há nada mais odioso que essa embaixada"(os excertos foram extraídos de correspondência entre More e Erasmo). Como chanceler, More foi incumbido de resolver o atrito diplomático com o Rei de Castela (Espanha), tema tratado em sua mais célebre obra "A Utopia".

Pouco tempo depois de assumir a Chancelaria e acumular tantos cargos, como ele mesmo dizia, More instaurou no reino uma espécie de Inquisição (não uma Inquisição propriamente dita), em que condenava reformadores

-1532: ante a Lei de Supremacia (Supremacy Act), que deu ao Rei a chefia suprema da Igreja da Inglaterra (Igreja Anglicana), demitiu-se do cargo. Tanto a questão do divórcio de Henrique VIII como a subseqüente Reforma Anglicana estão expostos e explicados em "Contexto sócio-político".

-1534: o Parlamento britânico promulgou a Lei de Sucessão (Succession Act). More foi excepionalmente convocado a prestar juramento a 17 de abril de 1534 sobre o reconhecimento e legitimidade dos filhos do rei com Ana Bolena. Perante sua recusa (More era arraigadamente católico), foi preso na Torre de Londres juntamente com o cardeal de Rochester John Fisher.

Há aí uma manobra de Henrique VIII: More seria declarado inimigo público, o que o privaria de seus bens materiais - que seriam confiscados pelo Estado - e deixaria sua família sem nada. O monarca tentava, com isso, forçá-lo a jurar o Ato de Supremacia. Consegue uma promessa de juramento do Ato de Sucessão, mas não do de Supremacia. Para se justificar, More teria dito que preferia a salvação de sua alma à de seu corpo e que queria ficar em paz com sua consciência. O rei contrapôs que, ou ele juraria os dois Atos ou não juraria nehum. More preferiu segunda opção.

-1535: o Rei pediu o julgamento de More, o que fê-lo condenado a morte, sendo esta executada em Tower Hill a 6 de julho.

Há a teoria de que, devido a amizade com Catarina de Aragão, More conseguira a inimizade de sua rival Ana Bolena, e esta teria pressionado Henrique VIII a pedir seu julgamento.

Pouco após sua execução (a que Henrique VIII reagiu aos prantos), o rei se mostrou arrependido, reconhecendo postumamente a integridade e alta moralidade de More, a quem chegou a chamar de um dos "súditos mais leais".

-1557: seu genro William Roper escreveu sua primeira biografia

Católico fervoroso, de vida correta e exemplar para os padrões da Igreja, More foi reconhecido mártir e declarado beato em 29 de dezembro de 1886, por decreto do papa Leão XIII. Ainda, em 9 de maio de 1935, foi canonizado pelo Papa Pio XI, sendo intitulado São Sir Thomas Morus e tendo como dia festivo 22 de junho.

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