Grupo de Pesquisa: Teoria do Estado e Globalização (GPTEG) - UFRJ.
Composição: Luciane Soares da Silva[1], Priscila Vieira e Souza[2], Clarissa Pires Naback[3] e Mariana Cristina de Ornelas Martins[4].
Linha de Pesquisa: Estado, Mídia e Cultura.
Resumo:
No momento em que os resultados do processo de globalização podem ser percebidos nas esferas econômica, cultural e política, é necessário que se discuta as formas como certos temas aparecem na agenda internacional e quais as conseqüências destas formas para pensar o lugar das nações (ou as transformações quanto aos lugares ocupados) em uma nova configuração geopolítica. Se as identidades híbridas, no quadro do multiculturalismo, enfatizam a primazia das diferenças e o respeito à alteridade de cada grupo, faz-se necessário olhar para a forma como no Brasil se constituiu historicamente o conceito de povo e de cultura popular.
A hipótese que será apresentada como argumento principal é que a colonização brasileira e a persistência de políticas excludentes do ponto de vista de um acesso universal à cidadania, produziram um mosaico complexo para análise do conteúdo destes costumes classificados como populares.
O enquadramento para esta discussão cobre um período que inicia no século XIX, período em que os costumes incentivados alinhavam-se às formas de viver européias, e estende-se até o século XX, principalmente a partir da década de 30, sob a era Vargas e a influência de Gilberto Freyre para toda uma geração de pensadores. Ainda serão abordados os anos cinquenta, nos quais a modernização altera profundamente o quadro de referências em arte e cultura, chegando à década de sessenta e setenta, anos de ditadura, resistência, arte engajada e eleição de alguns tipos sociais urbanos como representantes legítimos de nossa cultura. São estes câmbios que serão apresentados para sugerir que em nosso país, o conceito de cultura popular tem uma historicidade muito distinta da forma como se apresenta em países europeus.
Palavras-Chave: nação, cultura, intelectuais.[1] Professora do Curso de Pós-graduação latu sensu em Segurança, Cultura e Cidadania da UFRJ. Professora Assistente da UNICARIOCA. Doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ.
[2] Mestranda pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura (PPGCOM) da Escola de Comunicação da UFRJ.
[3] Graduanda em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
[4] Graduanda em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).