Estudos de Arbitragem Mediação e Negociação Vol.1

V – Conclusão

Leonard L. Riskin

A mediação parece abranger uma enorme variedade de atividades. Não obstante, muitos profissionais da área definem, geralmente de uma maneira limitada, o que é ou deveria ser a mediação. E acabam por ignorar outras práticas e argumentos que consideram como não sendo realmente mediação. Em decorrência disso, muitas organizações e indivíduos interessados no processo de mediação - tribunais, agências administrativas e outros patrocinadores de programas, advogados e potenciais participantes de mediação - tomam decisões sobre mediação sem o devido entendimento das alternativas disponíveis.

Uma causa dessa situação é a ausência de qualquer método difundido e abrangente para a descrição das várias abordagens à prática da mediação. Ao escrever este Artigo, pretendi propor esse método. Minha meta é facilitar um pensamento claro sobre os processos que são comumente chamados de mediação, cabendo - e isso é perfeitamente sustentável - dentro do usual entendimento da mediação como uma negociação facilitada por um terceiro imparcial. O sistema pode auxiliar as pessoas a entenderem a mediação e tomarem boas decisões sobre o tipo de processo que querem que seja utilizado, bem como sobre o seu procedimento seleção, treinamento e avaliação dos mediadores. [1]Além disso, espero que os mediadores individuais usem isso para refletir sobre o próprio trabalho. Acredito que essa estrutura também poderá auxiliar pesquisadores na busca da compreensão da correlação entre os tipos de mediação em face de suas diferentes experiências e conseqüências.

Não tenho esperança nem aguardo dar a última palavra sobre o assunto. Antecipo que os autores oferecerão maneiras de melhorar o sistema e acolho cordialmente tais críticas, bem como as prováveis evoluções delas advindas.



[1] Desde que foi publicado um resumo do sistema, ver Leonard L. Riskin, Mediator Orientations, Strategies, and Techniques, ALTERNATIVES TO THE HIGH COST OF LITIGATION, Sept. 1994, 111, muitos professores e instrutores começaram a usar dele regularmente, incluindo alguns que fizeram sérias reservas ao termo "mediação" em relação a algumas áreas do gráfico. Além disso, algumas organizações de mediação utilizam o gráfico para explicar a mediação - ou a sua versão do assunto - a potenciais clientes.

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