Na indústria fonográfica, até bem pouco tempo alguns grandes selos dominavam toda a cadeia de produção musical. Nesse campo, os artistas eram responsáveis pela criação, mas a produção cabia às gravadoras, cujo papel era indispensável na medida em que elas detinham o monopólio dos meios de fabricar e distribuir os discos que levavam a música ao público.
Esse modelo começou a ser modificado a partir da década de oitenta, com o surgimento dos músicos independentes, que eram responsáveis pela produção do seu próprio trabalho criativo. Esses músicos adquiriram domínio de outras etapas do processo produtivo e passaram a lançar discos por selos menores e a distribuí-los diretamente ao seu público.
Contudo, o grande salto da música independente deu-se com a internet, que revolucionou todo o modelo na medida em que facilitou o contato direto entre o artista e o seu público.
Essa revolução tornou a música independente dos discos e, conseqüentemente, das indústrias que eram voltadas para a sua fabricação e distribuição.
No campo editorial, ocorre um fenômeno semelhante, pois os livros se libertaram de sua forma impressa e, com isso, ganharam independência da indústria editorial. Isso possibilita o surgimento de autores independentes, capazes de dar forma às suas idéias e de oferecê-las ao público.
E o nosso projeto tem como objetivo estimular esse movimento de produção independente de obras jurídicas, por meio do oferecimento aos autores de ferramentas de edição e distribuição de textos, tanto em formato eletrônico, quanto em formato impresso.