O sistema formado pelas editoras tradicionais cria uma série de obstáculos editoriais para que os autores de textos de qualidade tornem as suas obras disponíveis ao público. Assim, mantém-se um sistema pouco inclusivo e pouco democrático, pois grande parte dos possíveis leitores não têm acesso a livros.
O primeiro desses obstáculos está ligado à seleção dos livros a serem publicados, que teoricamente é feita por conselhos editoriais cuja função é selecionar as obras correspondentes à perspectiva adotada por cada instituição.
Porém, esse é um modelo que somente existe na teoria, pois os critérios de seleção passam por uma série de elementos que extrapolam a qualidade dos textos e o enfoque dos seus autores. Além disso, vários dos critérios efetivamente utilizados são ligados ao círculo de influência de cada autor, ou de perspectivas mercadológicas que excluem muitas obras de altíssima qualidade.
Há também obstáculos econômicos, pois fora das grandes editoras os autores precisam contribuir monetariamente para a publicação dos seus trabalhos. Além disso, vivemos uma situação em que todos os que têm suficiente dinheiro podem ver publicadas as suas obras na forma de livro, na medida em que é sempre possível contratar algum selo editorial que realize esse serviço.
Por fim, há os obstáculos de distribuição, pois vários dos livros publicados por editoras menores não estão disponíveis no mercado com que possibilite um fácil acesso pelas pessoas interessadas em sua leitura.
Assim, os autores que produzem obras de qualidade precisam vencer uma série de obstáculos para dar visibilidade ao seu trabalho. Diante disso, pretendemos possibilitar a superação daquelas dificuldades que podem ser contornadas por meio de uma publicação autônoma, barata e aberta de textos jurídicos.